DOMINGOS EM FAMÍLIA

Neste programa descubra as nossas atividades de carácter mais lúdico para realizar entre amigos e com a família nas manhãs de domingo.

JOGOS EM FAMÍLIA
11H | M/5 | 3,5 €
5 FEV | 5 MAR | 2 ABR | 7 MAI | 4 JUN | 2 JUL | 6 AGO | 3 SET | 1 OUT | 5 NOV | 3 DEZ
INSCRIÇÃO PRÉVIA | [email protected] | +351 218 800 620
SERVIÇO EDUCATIVO CASTELO DE S. JORGE
Os Arautos da Brincadeira, D. Berengário e D. Segismundo, só descansam quando todos participarem nas brincadeiras e jogos de outros tempos que prepararam: o quebra-bilhas, a vara-cega, a torre do tesouro, entre outras brincadeiras e surpresas.

ARTES BÉLICAS NO CASTELO
11H | M/5 | Bilhete Castelo S. Jorge
OFÍCIO BÉLICO

SÉCULO XIII – BATALHA DE NAVAS DE TOLOSA (1212) – A união Ibérica para combater o perigo Almóada
8 JAN | 9 ABR | 9 JUL | 8 OUT
Os almóadas representam o renascer do poder mouro, no Norte de África, na Península Ibérica. Após a vitória na batalha de Alarcos por parte da força moura, e a eminente invasão dos reinos cristão, estes veem necessidade de quebrar o ascendente mouro.

A batalha foi resultado de uma investida longamente planeada por Afonso VIII que conseguiu reunir numa “Cruzada” forças de Castela, Aragão, Navarra e Portugal (e um pequeno contingente de Leão), mais as Ordens Militares religiosas e vários grupos de voluntários cruzados de toda a Europa (franceses, ingleses, alemães e italianos). A participação dos cavaleiros das ordens religiosas é particularmente importante pois cada cavaleiro na realidade combatia com um escudeiro a cavalo e um ou dois peões, tornando-o numa importante força tática.

O número de prisioneiros árabes foi tão elevado que a ordem de Calatrava construiu a fortaleza de Calatrava la Nova em apenas 4 anos utilizando apenas trabalho dos prisioneiros capturados. A vitória precipitou a queda interna da dinastia marroquina. Sem um grande poder centralizador e unificador, o al-andaluz volta a dividir-se em vários pequenos reinos (taifas), que não conseguem resistir aos avanços e conquistas dos reinos cristãos a Norte. Em pouco menos de duas décadas os Almóadas ficam confinados ao reino de Granada e em menos de quarenta anos Portugal conclui a Reconquista ao adicionar o reino do Al-Gharb.

Uma brilhante manobra de flanqueamento permitiu à força cristã manter o centro contra a investida moura, e assim contra-atacar com a cavalaria pesada capturando o palanque do Visir que teve de fugir apressadamente.

SÉCULO XIV – BATALHA DE ALJUBARROTA (1385) – o apoio inglês evita a união com Castela
12 FEV | 14 MAI | 13 AGO | 12 NOV
Com a morte do Rei D. Fernando o legítimo e legal herdeiro do trono português era o Rei
D. João de Castela mercê do casamento com a filha D. Beatriz.
A hipótese de, pacificamente, submeter Portugal a Castela gorou-se, culminando em guerra civil, com a chamada Crise de 1383-1385. A grande nobreza dividiu o seu apoio mas a resistência centrou-se em D. João Mestre de Aviz, que contava com apoios entre a pequena nobreza, a burguesia e de Inglaterra. Mas os apoiantes de D. Beatriz podem contar com o apoio das forças do Rei de Castela e em 1385 uma enorme hoste ruma mais uma vez a Lisboa. Há que evitar um novo cerco à cidade de Lisboa como o do ano anterior, que seria debilitante para as aspirações do recém-coroado Rei D. João I.

O plano de D. Nuno Álvares Pereira (“O Condestável”) é parar a hoste inimiga (castelhana, portuguesa e francesa) numa batalha decisiva. Há uma grande disparidade de forças, mas as táticas ensaiadas na Batalha de Atoleiros (1384) dão alguma confiança.

O desfecho era menos que certo mas a disposição tática com os atiradores nas alas (besteiros do conto e arqueiros ingleses) reforçada com muita coragem e sangue português acaba por carregar o dia.

SÉCULO XV – BATALHA DE TORO (1476) – Portugal e Aragão envolvem-se na Guerra Civil Castelhana
12 MAR | 11 JUN | 10 SET | 10 DEZ
As ingerências nos assuntos internos dos outros Reinos, nomeadamente nas sucessões dinásticas, eram uma ocupação favorita das casas reais Ibéricas.

Com a morte de Henrique VII criam-se duas fações e o impasse resultante só pode ser resolvido através das forças das armas, mergulhando Castela numa guerra civil. Cada lado reúne os seus apoios, com os reinos de Portugal e Aragão em lados diferentes do conflito. A batalha é longa, renhida e confusa, entrando pela noite dentro. As forças de D. Afonso V sofrem pesadas baixas e colapsam mas a ala do Infante D. João II (o futuro “Príncipe Perfeito”) assegura o domínio do campo de batalha.

Tanto do lado castelhano como do português, os “espingardeiros” destacam-se pela sua capacidade de rechaçar a cavalaria inimiga e infligir perdas pesadas entre a nobreza.

DANÇAS COM HISTÓRIA
11H | M/5 | Bilhete Castelo S. Jorge
ASSOCIAÇÃO DANÇAS COM HISTÓRIA

E SE MAIS MUNDOS HOUVERA…
Ilustrar a História da Expansão Portuguesa através das Danças do seu tempo, é tarefa imensa. Como poderemos retratar cabalmente esta brava gente portuguesa, sem os virmos através da espada que levavam numa mão e da pena que levavam na outra? E contudo… connosco também viajaram outrora sons e harmonias, danças e melodias, tristezas e alegrias que os corpos – cortesãos ou populares – bailavam com irregular mestria. E de outras paragens também trouxemos música e inspiração para outras danças.

Em três espetáculos, três épocas das histórias dos Descobrimentos, três épocas de diferentes danças, três monarcas: D. João I, D. Manuel I, D. João IV. Regressemos, pois, ao nosso passado, levados pelos ventos da música e pelos ondulantes meneios dos bailadores através da Associação Danças com História, no espaço do Castelo de S. Jorge, homenageando, neste ano 2017, Lisboa Capital Ibero Americana da Cultura.

DANÇAS DO TEMPO DE D. JOÃO I
15 JAN | 16 ABR | 16 JUL | 15 OUT
No começo era o mar. Distante, desconhecido, tenebroso. Povoado por monstros e por medos, local de lendas e de sonhos. Como não partir, se na pobre casa portuguesa muita era a míngua e maior a esperança?

Os sons e as danças do dealbar da nossa Expansão, desse início do século XV, o tempo em que Ceuta estava perto e o mar defronte era um caminho aberto para algures, repartido entre anseios e temores. Foi o tempo de Bartolomeu Dias e de Gil Eanes…

Estão em voga as Branles, de origem popular, que foram dançadas até meados do sec XVI. Mas, este é o tempo da Basse Danse – lenta e cerimoniosa – dança da nobreza e considerada a rainha das danças.
Os mais importantes tratados de dança deste período são Basses Danses de la Cour de Bourgogne e os Manuscritos de Margarida de Áustria.

DANÇAS DO TEMPO DE D. MANUEL I
19 FEV | 20 AGO | 19 NOV
Depois do começo, o apogeu. As velas portuguesas alcançaram a Índia e o Brasil, navegaram pelo Atlântico, pelo Índico e pelo Pacífico; padrões foram semeados nas costas de África e da América. Foi nesse final do século XV e início do século XVI que Portugal dominou o medo e o mar, esse Mare Nostrum em que tantos ficaram para sempre.

As melodias e as danças deste período de glória, no qual todos os sonhos pareciam ao alcance de um mero passo de dança e o futuro parecia sorrir a Portugal. Foi o tempo do Gama e de Cabral…

Estão em voga as Pavanas e Galhardas, as Spanholetas e as Cascardas. São danças de pares e de trios com complexas coreografias, sabiamente descritas nos tratados de T. Arbeau, Orquesographia e no Tratado Il Ballerino de Fabrizio Caroso I.ª ed. 1590.

DANÇAS DO TEMPO DE D. JOÃO IV
19 MAR | 18 JUN | 17 SET | 17 DEZ
Tempos difíceis estes da segunda metade do século XVII, em que das ruínas de um império usurpado se ergueu de novo um povo reclamando o que lhe pertencia. Depois da usurpação, a restauração. A grandeza fora já perdida, é certo, e com ela também as glórias de outrora. Ficava a honra, a dignidade, a persistência em preservar a independência.

As danças de uma época de decadência, em qua a corte e a nação resistiam à dominação forasteira. Por entre os sons dos instrumentos, escutavam-se ao longe marchas de guerra: os sons e as danças da Restauração da Independência (século XVII) e da reconquista do Brasil, em que, uma vez mais, a vitória pertenceria a quem outrora tivera a coragem de descobrir o mundo. Foi o tempo de Salvador Correia de Sá e de André de Albuquerque Ribafria…

As danças evocam a moda das Countrydances inglesas, em voga em toda a Europa, ao longo do século XVII mercê dos tratados de dança de J. Playford. Em Inglaterra o gosto pela música séria impõe-se graças à publicação de várias obras de teoria musical de John Playford. Mas, o que torna Playford famoso, são as edições de antigas country dances na sua obra mais conhecida – The English Dancing Master, cuja I.ª edição data de 1650. A partir de meados do século XVII a Countrydance torna-se conhecida em toda a Europa através de França com o nome de Contredanse.

VISITAS EM FAMÍLIA
11H | M/6 | 3,5 €
INSCRIÇÃO PRÉVIA | [email protected] | +351 218 800 620
SERVIÇO EDUCATIVO CASTELO DE S. JORGE

ANTES DO CASTELO
22 JAN | 23 JUL
A história e a arqueologia dos períodos anteriores à construção do Castelo: das culturas que chegaram à cidade de Lisboa entre os séculos VIII e III a.C. e do impacto que tiveram no comércio, no urbanismo e na cultura material da época. Dos vestígios da passagem do exército romano republicano por Olisipo, no século II a.C., e de como essa presença se transformou mais tarde numa cidade romana imperial até à chegada dos Visigodos no século V.

O CASTELO, A ALCÁÇOVA E A CONQUISTA DA CIDADE
26 FEV | 27 AGO
Visita de exploração do castelo e da alcáçova medieval e da sua relação com a cidade propriamente dita, numa abordagem das estruturas defensivas da cidade medieva do século XI-XII, assim como dos aspetos sociais, religiosos e económicos da época, tendo por base o cenário encontrado pelo contingente militar cristão liderado por Afonso Henriques que, após um longo cerco de aproximadamente quatro meses, entra na cidade em 25 de Outubro de 1147, hasteando o estandarte da cristandade.

O CASTELO ENTRE OS SÉCULOS XIII E XVI: RESIDÊNCIA REAL
26 MAR | 24 SET
Visível de vários pontos da cidade, o castelo de Lisboa ergue-se na colina destacando-se da malha urbana contemporânea. No seu interior, questionamo-nos onde vivia a Corte. Mas a realidade lisboeta é diferente de outras realidades europeias e o castelejo é uma fortaleza. Ao longo da visita, exploraremos os traços visíveis do Paço Real da Alcáçova, utilizado pelos Reis de Portugal na transição da Idade Média para a Idade Moderna. Alvo de sucessivas transformações entre os séculos XIII e XVI, por ele passaram figuras e factos de relevância para a História do país.

O QUARTEL MILITAR: DOS FILIPES ÀS INVASÕES FRANCESAS
23 ABR | 22 OUT
Esta é uma visita que atravessa séculos de tumulto, ocupação, ruína e reconstrução. Com a morte D. Sebastião e o fim da dinastia de Avis, Portugal perde a sua independência para Espanha e com os filipes, Castelo e Palácio adquirem funções de cariz militar. O primeiro de Dezembro de 1640 devolve o Castelo ao país, mas o destrutivo terramoto do século XVIII ficou longe de o deixar intacto até à chegada das tropas napoleónicas. Paço, prisão, quartel, Torre do Tombo são espaços que mudam, mas que guardam memórias singulares da história da cidade.

O CASTELO NA 1ª REPÚBLICA
28 MAI | 26 NOV
Na alvorada do dia 5 de Outubro de 1910, depois de confrontos violentos a decorrer há mais de 24 horas em Lisboa, a bandeira do Partido Republicano ergue-se no Castelo de S. Jorge. A República é declarada em Lisboa e seguiu por telégrafo para o resto do país. Durante a 1ª República um acontecimento marca a História Ocidental, a I Guerra Mundial. Parte o Corpo Expedicionário Português para a Flandres, combatendo nas trincheiras ao lado dos Aliados. Até à Constituição de 1933 o Castelo de S. Jorge volta a ser palco de acontecimentos bélicos que queremos dar relevo nesta visita.

O CASTELO E O RESTAURO DE 1938/41
25 JUN
A comemoração dos centenários da Fundação e da Restauração em 1940, promovida pelo Estado Novo, esteve na base de um amplo programa de restauro dos castelos nacionais. O Castelo de S. Jorge, classificado como monumento nacional desde 1910, será alvo de uma complexa intervenção de restauro, que lhe confere a imponência atual, e cujos aspetos mais marcantes serão explorados nesta visita.

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