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ARTES BÉLICAS – BATALHA DE ALJUBARROTA

- o apoio inglês evita a união com Castela

Com a morte do Rei D. Fernando o legítimo e legal herdeiro do trono português era o Rei
D. João de Castela mercê do casamento com a filha D. Beatriz.
A hipótese de, pacificamente, submeter Portugal a Castela gorou-se, culminando em guerra civil, com a chamada Crise de 1383-1385. A grande nobreza dividiu o seu apoio mas a resistência centrou-se em D. João Mestre de Aviz, que contava com apoios entre a pequena nobreza, a burguesia e de Inglaterra. Mas os apoiantes de D. Beatriz podem contar com o apoio das forças do Rei de Castela e em 1385 uma enorme hoste ruma mais uma vez a Lisboa. Há que evitar um novo cerco à cidade de Lisboa como o do ano anterior, que seria debilitante para as aspirações do recém-coroado Rei D. João I.

O plano de D. Nuno Álvares Pereira (“O Condestável”) é parar a hoste inimiga (castelhana, portuguesa e francesa) numa batalha decisiva. Há uma grande disparidade de forças, mas as táticas ensaiadas na Batalha de Atoleiros (1384) dão alguma confiança.

O desfecho era menos que certo mas a disposição tática com os atiradores nas alas (besteiros do conto e arqueiros ingleses) reforçada com muita coragem e sangue português acaba por carregar o dia.

ARTES BÉLICAS | SÉCULO XIV – BATALHA DE ALJUBARROTA (1385)
11H | M/5 | Bilhete Castelo S. Jorge
12 FEV | 14 MAI | 13 AGO | 12 NOV
OFÍCIO BÉLICO

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TERTÚLIAS DE INVERNO – Da rocha à pedra talhada

TERTÚLIAS DE INVERNO DO CASTELO
OLHARES INVULGARES SOBRE O CASTELO DE LISBOA
12 NOV, 10 DEZ, 14 JAN (2018) e 11 FEV (2018) | 2º DOMINGO DO MÊS | 16H
Encontro junto da estátua de D. Afonso Henriques
Gratuito mediante inscrição | info@castelodesaojorge.pt | +351 218 800 620

Uma abordagem singular do património do Castelo de S. Jorge, de descoberta de outros patrimónios que raramente são abordados, quer por as suas evidências dificilmente serem descodificadas sem o contributo de especialistas, ou por simplesmente não lhes darmos importância como objetos culturais. Quatro visitas de exploração orientadas por especialistas – uma geóloga, uma restauradora e um arqueólogo – que nos mostram um outro Castelo de S. Jorge.

12 NOV | Da rocha à pedra talhada – Os vários tipos litológicos (de pedras) que observamos no castelo, o ambiente de formação, as idades geológicas e as pedreiras, perto e longe do castelo, de onde foram trazidas. O desgaste, concreções calcárias e outras patologias das pedras; diferença entre degradação e características de formação.
Com Madalena Rodrigues (geóloga)

10 DEZ | Um castelo de pedra, cal, areia e outras coisas – O que são as argamassas, que componentes fazem parte de uma argamassa, como se fazem, como se obtêm as diferentes texturas e cores e o seu estado de conservação. As diferentes argamassas que podemos encontrar no Castelo, com diferentes funções e estados de conservação distintos.
Com Mafalda Alegre (conservadora-restauradora)

14 JAN | Dos registos sobre as pedras – Durante a construção de edifícios públicos e religiosos, os mestres pedreiros e canteiros dos sécs. XIII e XV gravaram marcas e siglas em elementos arquitetónicos cujo significado não é totalmente conhecido. São algumas destas marcas – e outras mais antigas – que vamos encontrar numa visita alternativa ao Castelo de S. Jorge.
Com João Almeida (arqueólogo)

11 FEV | Da colonização das pedras – O que são os líquenes, musgos e plantas que crescem e vivem sobre os muros e as muralhas do Castelo, como e onde se fixam, e porquê. Observando as muralhas do Castelejo vamos identificar diferentes plantas e líquenes, e ver como interferem na degradação das pedras, argamassas e muralhas.
Com Madalena Rodrigues (geóloga) e Mafalda Alegre (conservadora-restauradora)

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