Castelo

Castelo

Preserva ainda 11 torres, das quais se destacam a Torre de Menagem, a Torre do Haver ou do Tombo, a Torre do Paço, a Torre da Cisterna e a Torre de São Lourenço, situada a meia encosta.

TORRE DE MENAGEM

É a torre mais importante de um castelo, a mais robusta, estando preparada para resistir a um ataque cerrado, servindo por isso de posto de comando privilegiado. Era nesta torre que se hasteava o estandarte real, símbolo da vassalagem do alcaide ou do governador ao rei que lhe havia confiado o castelo para o manter e defender. No século XVIII foi instalado nesta torre o primeiro observatório geodésico de Lisboa.

TORRE DO HAVER OU TORRE DO TOMBO

Designada também por Torre de Ulisses desde o século XVIII, nela se guardou o tesouro real (o produto dos impostos e das rendas reais), e, desde o reinado de D. Fernando (1367-1383), o arquivo real, sendo aqui que se tombavam os documentos mais importantes do reino, adotando-se, por isso, a designação de Torre do Tombo, que ainda hoje designa o principal arquivo de Portugal. O arquivo real funcionou nesta torre, na Torre do Paço e nalgumas dependências do Paço Real contíguas ao castelo até ao terramoto de 1755. Desde 1998 que nesta torre se encontra instalada a Câmara Escura, um equipamento que permite explorar minuciosamente vistas de Lisboa.

TORRE DO PAÇO

Assim designada por se encontrar próxima do antigo Paço Real, ao qual é provável que estivesse ligada. No século XV, no reinado de D. Afonso V, o Africano, era contígua a uma ala do Paço conhecida por “Casa dos Leões”, assim designada por guardar dois leões. Em meados do século XVI passa a integrar, também, o Arquivo Real.

TORRE DA CISTERNA

Assim designada por ter um compartimento de recolha e armazenamento de águas pluviais – a cisterna.

TORRE DE SÃO LOURENÇO

Situada a meia encosta e ligada ao castelo por uma couraça, um elemento característico da arquitetura militar peninsular de época islâmica, garantia o acesso seguro a um poço situado fora do castelo, normalmente na base da torre, ou garantia a comunicação rápida com o exterior, em caso de cerco, permitindo a fuga ou a entrada de reforços ou de abastecimentos.

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