{"id":4,"date":"2019-05-21T15:09:41","date_gmt":"2019-05-21T15:09:41","guid":{"rendered":"https:\/\/castelodesaojorge.pt\/audioguias\/site\/?p=4"},"modified":"2025-05-02T09:47:13","modified_gmt":"2025-05-02T09:47:13","slug":"audioguiaspt","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/castelodesaojorge.pt\/audioguias\/site\/?page_id=4","title":{"rendered":"Audioguias PT"},"content":{"rendered":"<h1>\n<p class=\"uk-h3 uk-heading-line uk-margin uk-text-center\" data-id=\"template-mzwk6VfI#1-0-0-0\"><span>Audioguias \/ Portugu\u00eas<\/span><\/p>\n<\/h1>\n<ul>\n<li>\n<p>        <img decoding=\"async\" src=\"\/audioguias\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/1.jpeg\" alt=\"\"><\/p>\n<h3>01<\/h3>\n<div><center><\/p>\n<div class=\"audio-player\"><audio style=\"width: 80%; height: 60px;\" id=\"myAudio\" controls=\"controls\"><source src=\"https:\/\/castelodesaojorge.pt\/audioguias\/pt\/PT_Castelo S. Jorge_PART_I.mp3\" type=\"audio\/mpeg\" \/>Your browser does not support the audio element.<\/audio><\/div>\n<p><\/center><\/p>\n<h4 style=\"text-align: left;\">I \u2013 Pra\u00e7a d&#8217;Armas &#8211; miradouro<\/h4>\n<h4><\/h4>\n<h4 style=\"text-align: left;\">Bem-vindo ao Castelo de S\u00e3o Jorge soldado!<br \/>Orienta\u00e7\u00e3o: Entre no Castelo e siga sempre em frente<br \/>Localiza\u00e7\u00e3o: Na Pra\u00e7a d\u2019Armas, aproxime-se do miradouro tendo o rio e a ponte \u00e0 sua frente<\/h4>\n<p>Lisboa \u00e9 uma cidade cuja funda\u00e7\u00e3o pode ser tra\u00e7ada pelo menos ao s\u00e9culo VII a.C., I Idade do Ferro, uma altura caracterizada pela expans\u00e3o comercial e por alguma coloniza\u00e7\u00e3o fen\u00edcia das costas do mar mediterr\u00e2neo. A Fen\u00edcia era composta por v\u00e1rias cidades-estado na zona do atual L\u00edbano, do Sul da S\u00edria e do Norte de Israel. Os fen\u00edcios dedicaram-se \u00e0 explora\u00e7\u00e3o de rotas comerciais atrav\u00e9s do mediterr\u00e2neo. Cartago, na atual Tun\u00edsia, foi a mais importante de todas estas cidades, mas os fen\u00edcios tamb\u00e9m fundariam col\u00f3nias na Pen\u00ednsula Ib\u00e9rica como M\u00e1laka (M\u00e1laga), Gadir (C\u00e1dis) e a cidade de Olisipo, primeiro nome comprovado da cidade de Lisboa.Com a queda da cidade de Tiro (principal cidade fen\u00edcia) e ao entrar na esfera de influ\u00eancia cartaginesa, Olisipo torna-se um alvo para uma nova e rival pot\u00eancia emergente, Roma.<br \/>Em 138 a.C. Roma envia o C\u00f4nsul Decimus Iunius Brutus com um ex\u00e9rcito para o atual territ\u00f3rio portugu\u00eas. Ao que tudo indica Olisipo n\u00e3o \u00e9 ocupada pela for\u00e7a, tornando-se uma cidade aliada.<br \/>Com o tempo, a Olisipo do per\u00edodo republicano torna-se na Felicitas Iulia Olisipo do per\u00edodo imperial, um dos principais portos da pen\u00ednsula ib\u00e9rica e \u00e9 constru\u00edda a primeira muralha conhecida, embora sem cariz militar e apenas para demarca\u00e7\u00e3o do espa\u00e7o da cidade.<br \/>Com o fim da centraliza\u00e7\u00e3o do poder de Roma, a cidade entra num per\u00edodo de instabilidade pol\u00edtica e social acabando por ser ocupada em 468 ou 469 por Suevos, mas acabaria por passar de m\u00e3os novamente, ainda no decorrer de 469, para os rivais visigodos. A cidade viveria um per\u00edodo de decl\u00ednio durante a ocupa\u00e7\u00e3o visigoda at\u00e9 \u00e0 chegada dos ex\u00e9rcitos mu\u00e7ulmanos do Califado Om\u00edada.<\/p>\n<\/div>\n<\/li>\n<li>\n<p>        <img decoding=\"async\" src=\"\/audioguias\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/2.jpeg\" alt=\"\"><\/p>\n<h3>02<\/h3>\n<div><center><\/p>\n<div class=\"audio-player\"><audio style=\"width: 100%; height: 60px;\" id=\"myAudio\" controls=\"controls\"><source src=\"https:\/\/castelodesaojorge.pt\/audioguias\/pt\/PT_Castelo S. Jorge_PART_II.mp3\" type=\"audio\/mpeg\" \/>Your browser does not support the audio element.<\/audio><\/div>\n<p><\/center><\/p>\n<h4 style=\"text-align: left;\">II \u2013 Pra\u00e7a d&#8217;Armas &#8211; junto ao canh\u00e3o<\/h4>\n<h4 style=\"text-align: left;\">Orienta\u00e7\u00e3o: Percorrendo a muralha \u00e0 sua esquerda, dirija-se at\u00e9 ao canh\u00e3o e fique de frente para a outra margem do rio<br \/>Localiza\u00e7\u00e3o: Junto ao canh\u00e3o<\/h4>\n<p>Tendo chegado \u00e0 Pen\u00ednsula Ib\u00e9rica em 711 as for\u00e7as mu\u00e7ulmanas lideradas por Tariq ibn Ziyad derrotariam facilmente as tropas visigodas na Batalha de Guadalete. Esta vit\u00f3ria iniciaria um r\u00e1pido processo de ocupa\u00e7\u00e3o do territ\u00f3rio, pondo um fim ao Reino Visigodo. Com a sua ocupa\u00e7\u00e3o em 714 a Olisipona visigoda tornar-se-ia na Al-Ushbuna isl\u00e2mica.<br \/>Nos s\u00e9culos seguintes, a cidade, sob o dom\u00ednio mu\u00e7ulmano, sofreria um processo de crescimento e desenvolvimento, tornando-se numa das principais cidades da regi\u00e3o. Segundo as fontes a antiga muralha romana seria renovada em 985 por al-Mansur, para proteger a cidade, sobretudo de raides viquingues.<strong> Sim, ouviram bem, os viquingues chegaram at\u00e9 aqui!<\/strong><br \/>Seria neste per\u00edodo que a cidade adotaria a organiza\u00e7\u00e3o de uma metr\u00f3pole t\u00edpica do Al-Andaluz, dividida entre Alc\u00e1\u00e7ova (Kasbah) espa\u00e7o fortificado onde nos encontramos e local de resid\u00eancia das elites; e Medina, a cidade propriamente dita.<br \/>A partir do s\u00e9culo XI, o Norte crist\u00e3o, concentrado no reino das Ast\u00farias, avan\u00e7a sobre o Sul mu\u00e7ulmano. \u00c9 neste contexto que surge a figura de Afonso Henriques, representado na est\u00e1tua atr\u00e1s de si.<\/p>\n<\/div>\n<\/li>\n<li>\n<p>        <img decoding=\"async\" src=\"\/audioguias\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/3.jpeg\" alt=\"\"><\/p>\n<h3>03<\/h3>\n<div><center><\/p>\n<div class=\"audio-player\"><audio style=\"width: 100%; height: 60px;\" id=\"myAudio\" controls=\"controls\"><source src=\"https:\/\/castelodesaojorge.pt\/audioguias\/pt\/PT_Castelo S. Jorge_PART_III.mp3\" type=\"audio\/mpeg\" \/>Your browser does not support the audio element.<\/audio><\/div>\n<p><\/center><\/p>\n<h4 style=\"text-align: left;\">III \u2013 Pra\u00e7a d\u2019Armas &#8211; est\u00e1tua de Afonso Henriques<\/h4>\n<h4 style=\"text-align: left;\">Localiza\u00e7\u00e3o: Na Pra\u00e7a d\u2019Armas volte-se para a est\u00e1tua de Afonso Henriques<\/h4>\n<p>Dom Afonso Henriques era filho do Conde Dom Henrique de Borgonha e de Dona Teresa, filha ileg\u00edtima de Afonso VI, Rei de Le\u00e3o e Castela. O pai de Dom Afonso Henriques veio para a Pen\u00ednsula Ib\u00e9rica combater na \u201cReconquista Peninsular\u201d, um processo de tentativa de recupera\u00e7\u00e3o de territ\u00f3rios aos mu\u00e7ulmanos pelos crist\u00e3os. Ap\u00f3s o casamento com Dona Teresa, \u00e9 atribu\u00eddo a Dom Henrique o t\u00edtulo de Conde de Portucale. O Condado Portucalense era um territ\u00f3rio que se localizava a noroeste da Pen\u00ednsula Ib\u00e9rica, correspondendo aproximadamente ao Norte de Portugal, acima da cidade de Coimbra. \u00c9 neste contexto que nasceria Dom Afonso Henriques, embora n\u00e3o se saiba ao certo nem a data nem o local de nascimento, mas estima-se que tenha sido entre 1107 e 1109 e, muito provavelmente, no Condado Portucalense.<br \/>Com a morte de Dom Henrique, Dona Teresa assume o governo do Condado at\u00e9 \u00e0 Batalha de S\u00e3o Mamede em 1128 onde \u00e9 derrotada pelo seu filho e alguns nobres portucalenses.<br \/>Como data da independ\u00eancia de Portugal, os historiadores apontam 3 poss\u00edveis datas:<br \/><strong>1139<\/strong> &#8211; Batalha de Ourique, na qual, segundo a lenda, Dom Afonso Henriques derrota 5 reis mouros, sendo que \u00e9 mais prov\u00e1vel ter sido uma escaramu\u00e7a entre pequenos grupos de cavaleiros, e da qual emerge vitorioso. Ap\u00f3s a Batalha \u00e9 aclamado pelos soldados como Rex (a palavra latina para Rei), passando a assinar documenta\u00e7\u00e3o com esse t\u00edtulo.<strong> Claro que para um castelhano tal assinatura n\u00e3o valia absolutamente nada.<\/strong><br \/><strong>1143<\/strong> \u2013 A 5 de outubro deste ano, reuniram-se em Zamora, Afonso VII, rei de Le\u00e3o e o seu primo Afonso Henriques. Daqui resultou um acordo que declarava a paz e punha fim aos conflitos entre os dois territ\u00f3rios. Afonso VII reconheceu e concedeu o t\u00edtulo de Rex Portucalensis a Afonso Henriques.<strong> Claro que para um Franco tal tamb\u00e9m n\u00e3o significava nada.<\/strong><br \/><strong>1179<\/strong> \u2013 Bula Manifestis Probatum, assinada a 23 de maio pelo Papa Alexandre III, reconhecendo Afonso Henriques como Rei e Portugal como um reino independente crist\u00e3o.<strong> A partir deste reconhecimento a independ\u00eancia de Portugal n\u00e3o poderia mais ser posta em causa por castelhano ou franco algum.<\/strong><\/p>\n<p>\u00c0 \u00e9poca, Coimbra era a cidade mais importante do reino e foi o local onde os ataques foram planeados e onde se reuniram os ex\u00e9rcitos. De uma destas ofensivas resultariam as conquistas aos mu\u00e7ulmanos de Santar\u00e9m e Lisboa.<br \/>S\u00f3 mais tarde, em 1255, no reinado de Afonso III, Lisboa torna-se na cabe\u00e7a do Reino e o monarca passa a permanecer no Pa\u00e7o da Alc\u00e1\u00e7ova, nossa pr\u00f3xima paragem.<\/p>\n<\/div>\n<\/li>\n<li>\n<p>        <img decoding=\"async\" src=\"\/audioguias\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/4.jpeg\" alt=\"\"><\/p>\n<h3>04<\/h3>\n<div><center><\/p>\n<div class=\"audio-player\"><audio style=\"width: 100%; height: 60px;\" id=\"myAudio\" controls=\"controls\"><source src=\"https:\/\/castelodesaojorge.pt\/audioguias\/pt\/PT_Castelo S. Jorge_PART_IV.mp3\" type=\"audio\/mpeg\" \/>Your browser does not support the audio element.<\/audio><\/div>\n<p><\/center><\/p>\n<h4 style=\"text-align: left;\">IV \u2013 Jardim Rom\u00e2ntico &#8211; junto \u00e0s cisternas<\/h4>\n<h4><\/h4>\n<h4 style=\"text-align: left;\">Orienta\u00e7\u00e3o: suba as escadas em dire\u00e7\u00e3o ao jardim<br \/>Localiza\u00e7\u00e3o: paragem, no jardim, ao p\u00e9 das cisternas<\/h4>\n<p>Ap\u00f3s a conquista do Algarve em 1249, Afonso III apercebe-se que necessita de uma nova resid\u00eancia para governar todo o reino. Lisboa surge como primeira escolha, por v\u00e1rios motivos: era a maior cidade do territ\u00f3rio e uma das maiores da pen\u00ednsula ib\u00e9rica; em termos geogr\u00e1ficos estava aproximadamente no centro, era uma cidade pr\u00f3spera e tinha a sul o imponente estu\u00e1rio do rio Tejo, cujo seu porto era fundamental tanto a n\u00edvel mercantil como militar.<br \/>O monarca necessitava de uma resid\u00eancia oficial e permanente, o Pal\u00e1cio da Alc\u00e1\u00e7ova seria o espa\u00e7o escolhido. A documenta\u00e7\u00e3o indica-nos que v\u00e1rias obras foram realizadas neste per\u00edodo.<strong>\u00a0Perguntam ent\u00e3o agora onde est\u00e1 esse pal\u00e1cio? Precisamente onde se encontram. Arrebatador, n\u00e3o \u00e9? Na realidade o que est\u00e3o a ver s\u00e3o apenas as ru\u00ednas deste antigo pal\u00e1cio, destru\u00eddo, como boa parte da cidade de Lisboa, por um gigantesco terramoto na manh\u00e3 de 1 de novembro de 1755.<\/strong><br \/>Acredita-se ainda que neste mesmo espa\u00e7o, durante o per\u00edodo isl\u00e2mico, estaria a resid\u00eancia do governador da cidade, o Alcaide, at\u00e9 \u00e0 conquista de Lisboa em 1147. Bem como, ap\u00f3s a conquista, os governadores crist\u00e3os entre esta data e o estabelecimento de Lisboa como cabe\u00e7a do reino em 1255. S\u00f3 ap\u00f3s a constru\u00e7\u00e3o do Pa\u00e7o da Alc\u00e1\u00e7ova passa a existir uma resid\u00eancia oficial do rei. Este pa\u00e7o foi a resid\u00eancia oficial dos monarcas portugueses at\u00e9 finais do s\u00e9culo XVI. No entanto, em 1505, D. Manuel I foi habitar o rec\u00e9m-constru\u00eddo Pa\u00e7o da Ribeira. Ainda assim, o Pa\u00e7o da Alc\u00e1\u00e7ova manteve o seu estatuto de resid\u00eancia r\u00e9gia, recebendo v\u00e1rias obras de melhoria ao longo do s\u00e9culo XVI.<br \/>Em 1578, a tr\u00e1gica morte do rei D. Sebasti\u00e3o em campo de batalha deixou o trono de Portugal vazio. Foi criada uma crise de sucess\u00e3o e abriu-se caminho para que o rei Filipe II de Espanha reivindicasse a coroa portuguesa. Portugal e Espanha ficaram sob a reg\u00eancia deste monarca, momento hist\u00f3rico que se denominou Uni\u00e3o Ib\u00e9rica. Nesse tempo, entre 1580 e 1640, fizeram-se obras no espa\u00e7o do Castelo de S\u00e3o Jorge, incluindo no Pa\u00e7o Real da Alc\u00e1\u00e7ova, que acabou por ser transformado em pris\u00e3o e em quartel, fun\u00e7\u00f5es que manteve at\u00e9 ao s\u00e9culo XX. <br \/>A partir dos anos 30 desse s\u00e9culo, o Estado Novo, o regime pol\u00edtico de cariz ditatorial, iniciou obras de reintegra\u00e7\u00e3o e restauro em diversos espa\u00e7os hist\u00f3ricos portugueses, pela m\u00e3o da Dire\u00e7\u00e3o-Geral dos Edif\u00edcios e Monumentos Nacionais ou mais conhecida por DGEMN. Um dos monumentos intervencionados foi o Castelo de S\u00e3o Jorge, considerando que a fortifica\u00e7\u00e3o medieval se encontrava escondida entre os muros dos quarteis a\u00ed constru\u00eddos. Em 1938, a DGEMN iniciou uma s\u00e9rie de interven\u00e7\u00f5es, que inclu\u00edram a demoli\u00e7\u00e3o de constru\u00e7\u00f5es recentes e a expropria\u00e7\u00e3o de terrenos, de forma a redescobrir o castelo medieval de Lisboa que estava oculto. Com estas obras, restitu\u00edram a sua fisionomia medieval e devolveram-no \u00e0 paisagem de Lisboa, apagando os anteriores vest\u00edgios das casernas do aquartelamento.<\/p>\n<\/div>\n<\/li>\n<li>\n<p>        <img decoding=\"async\" src=\"\/audioguias\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/5.jpeg\" alt=\"\"><\/p>\n<h3>05<\/h3>\n<div><center><\/p>\n<div class=\"audio-player\"><audio style=\"width: 100%; height: 60px;\" id=\"myAudio\" controls=\"controls\"><source src=\"https:\/\/castelodesaojorge.pt\/audioguias\/pt\/PT_Castelo S. Jorge_PART_V.mp3\" type=\"audio\/mpeg\" \/>Your browser does not support the audio element.<\/audio><\/div>\n<p><\/center><\/p>\n<h4 style=\"text-align: left;\">V \u2013 Ru\u00ednas da Capela &#8211; abside<\/h4>\n<h4><\/h4>\n<h4 style=\"text-align: left;\">Orienta\u00e7\u00e3o: caminhe em dire\u00e7\u00e3o \u00e0s ru\u00ednas da Capela<br \/>Localiza\u00e7\u00e3o: paragem na abside da Capela<\/h4>\n<p>Existem documentos que referem a exist\u00eancia de uma Capela dedicada a S\u00e3o Miguel, no Pa\u00e7o Real da Alc\u00e1\u00e7ova desde 1299, no reinado de Dom Dinis. Este monarca foi respons\u00e1vel pela perman\u00eancia de um capel\u00e3o perp\u00e9tuo com a obriga\u00e7\u00e3o de celebrar missa diariamente, mesmo quando os reis estivessem ausentes. Nesta Capela r\u00e9gia, em 1502, por ocasi\u00e3o do batizado do futuro D. Jo\u00e3o III, foi encenada a primeira pe\u00e7a de teatro do dramaturgo Gil Vicente chamada Auto da Visita\u00e7\u00e3o ou Mon\u00f3logo do Vaqueiro. Hoje permanecem apenas alguns vest\u00edgios das funda\u00e7\u00f5es da abside e da nave do templo. Mas, no s\u00e9culo XVI, segundo as descri\u00e7\u00f5es da \u00e9poca, seria um espa\u00e7o \u201cde bom tamanho\u201d e com decora\u00e7\u00e3o sumptuosa em que se inclu\u00eda um conjunto de tape\u00e7arias que decoravam as paredes do edif\u00edcio. Numa delas estaria representado Dom Manuel I em conc\u00edlio. Existia ainda, uma pintura de S\u00e3o Miguel Arcanjo a expulsar Luc\u00edfer descrita como \u201cobra de mestre\u201d pelo cardeal Giovanni Battista Venturini, secret\u00e1rio do representante do Papa, que visitou o Pal\u00e1cio, em 1571.<\/p>\n<\/div>\n<\/li>\n<li>\n<p>        <img decoding=\"async\" src=\"\/audioguias\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/6.jpeg\" alt=\"\"><\/p>\n<h3>06<\/h3>\n<div><center><\/p>\n<div class=\"audio-player\"><audio style=\"width: 100%; height: 60px;\" id=\"myAudio\" controls=\"controls\"><source src=\"https:\/\/castelodesaojorge.pt\/audioguias\/pt\/PT_Castelo S. Jorge_PART_VI.mp3\" type=\"audio\/mpeg\" \/>Your browser does not support the audio element.<\/audio><\/div>\n<p><\/center><\/p>\n<h4 style=\"text-align: left;\">VI \u2013 Museu &#8211; entrada<bh4><\/bh4><\/h4>\n<h4 style=\"text-align: left;\">Orienta\u00e7\u00e3o: dirija-se para a entrada do museu<br \/>Localiza\u00e7\u00e3o: paragem em frente \u00e0 entrada do Museu<\/h4>\n<p>A grandiosidade dos interiores do Pal\u00e1cio j\u00e1 n\u00e3o vai poder ver, mas confie nas palavras do cardeal Venturini e imagine um grande edif\u00edcio de pelo menos dois andares, com diversas camaras, antec\u00e2maras, salas, escadas e varandas. Por fora, este pa\u00e7o feito de pedra, n\u00e3o tinha \u201cforma alguma de arquitetura\u201d aos olhos deste cardeal, e por dentro era \u201cmais c\u00f3modo do que vistoso\u201d. Ainda assim, havia tape\u00e7arias de Flandres a decorar os interiores, bem como tecidos bordados a ouro, mobili\u00e1rio ex\u00f3tico, pe\u00e7as de ouro e prata, paredes forradas com tecidos e tetos pintados. <br \/>No final da visita, sugerimos que entre no Museu, descubra a cole\u00e7\u00e3o que inclui o esp\u00f3lio que foi recolhido em v\u00e1rias campanhas arqueol\u00f3gicas, e observe a representa\u00e7\u00e3o de Lisboa e do Pa\u00e7o Real da Alc\u00e1\u00e7ova, na reprodu\u00e7\u00e3o da Panor\u00e2mica de Lisboa, datada do s\u00e9culo XVI, exposta na Sala Ogival, uma das salas que fazia parte da resid\u00eancia r\u00e9gia.<br \/><strong>Bom j\u00e1 fal\u00e1mos de v\u00e1rios temas, vamos finalmente ver o que vos trouxe c\u00e1, o Castelo. Falaremos agora sobre decapita\u00e7\u00f5es, setas cravadas, mortes em geral, e conquistemos o castelo.<\/strong><\/p>\n<\/div>\n<\/li>\n<li>\n<p>        <img decoding=\"async\" src=\"\/audioguias\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/7.jpeg\" alt=\"\"><\/p>\n<h3>07<\/h3>\n<div><center><\/p>\n<div class=\"audio-player\"><audio style=\"width: 100%; height: 60px;\" id=\"myAudio\" controls=\"controls\"><source src=\"https:\/\/castelodesaojorge.pt\/audioguias\/pt\/PT_Castelo S. Jorge_PART_VII.mp3\" type=\"audio\/mpeg\" \/>Your browser does not support the audio element.<\/audio><\/div>\n<p><\/center><\/p>\n<h4 style=\"text-align: left;\">VII \u2013 Orienta\u00e7\u00e3o: caminhe em dire\u00e7\u00e3o ao Castelo<\/h4>\n<h4><\/h4>\n<h4 style=\"text-align: left;\">Localiza\u00e7\u00e3o: pare em frente \u00e0 ponte de pedra<\/h4>\n<p>Finalmente temos o objetivo \u00e0 nossa frente. Vamos vestir a pele de um soldado e tentar conquistar o Castelo de S\u00e3o Jorge. <br \/>Mas esperem, antes disso, importa conhecer alguns dados sobre este castelo! Afinal quando foi constru\u00eddo? Bem, \u00e9 dif\u00edcil de responder. Ao que tudo indica, ter\u00e1 sido levantada uma primeira fortifica\u00e7\u00e3o no s\u00e9culo XI, durante o per\u00edodo de ocupa\u00e7\u00e3o mu\u00e7ulmana. No entanto, o castelo que vemos hoje \u00e9 o resultado de v\u00e1rias interven\u00e7\u00f5es feitas ao longo do tempo. A configura\u00e7\u00e3o atual est\u00e1 pr\u00f3xima de um castelo g\u00f3tico, resultando provavelmente das obras efetuadas pelos reis D. Afonso III e D. Dinis, nos s\u00e9culos XIII e XIV. O nosso castelo apresenta caracter\u00edsticas das fortifica\u00e7\u00f5es deste tempo, como o formato em quadrado, a muralha ladeada por v\u00e1rias torres (neste caso, 11 torres), os caminhos de ronda largos, as duas pra\u00e7as de armas no interior do castelo, ou a barbac\u00e3 com um fosso. Voltaremos a todos estes elementos durante a nossa visita. <br \/>Agora sim temos tudo o que \u00e9 preciso! Vamos conquistar o castelo!<br \/>A primeira coisa que vos pe\u00e7o \u00e9 que ignorem a ponte de pedra e aquele buraco na muralha. Muitos outros castelos tinham entradas colossais. Podemos, nalgumas dessas entradas, encontrar colunas de m\u00e1rmore, pinturas nas paredes, est\u00e1tuas ou nichos.<br \/>O Castelo de S\u00e3o Jorge funciona de maneira diferente. N\u00e3o vamos ver as entradas magn\u00edficas dos castelos do Vale do Loire, ou os sal\u00f5es gigantescos dos castelos alem\u00e3es. O castelo que vamos visitar era apenas uma estrutura defensiva, nunca tendo sido resid\u00eancia de algu\u00e9m. No entanto, pode ter existido um espa\u00e7o de trabalho do governador, tal como a torre \u00e0 sua frente funcionou, durante a Idade M\u00e9dia, como Arquivo Real, a chamada Torre do Tombo. O castelo de S\u00e3o Jorge nunca teve uma fun\u00e7\u00e3o palaciana, sendo que apenas era ocupado em caso de perigo iminente. Por isso, a preocupa\u00e7\u00e3o com uma entrada vistosa e f\u00e1cil de identificar aqui n\u00e3o existe. Pelo contr\u00e1rio, no Castelo de S\u00e3o Jorge, a entrada est\u00e1 escondida e \u00e9 discreta. <br \/>Reparem que a nossa posi\u00e7\u00e3o atual n\u00e3o \u00e9 a melhor. Defrontamos 3 torres, a muralha principal, a muralha baixa, tamb\u00e9m chamada de barbac\u00e3 e, ao longo desta, podemos ver uma s\u00e9rie de seteiras. H\u00e1 quatro n\u00edveis atrav\u00e9s dos quais, arqueiros e besteiros poderiam fazer mira aos nossos companheiros e a n\u00f3s pr\u00f3prios. <br \/>Pe\u00e7o-vos que olhem \u00e0 vossa esquerda e \u00e0 vossa direita e que, sem pensar longamente, escolham um caminho.<br \/>O caminho da esquerda, para quem est\u00e1 de frente para o castelo, apresenta uma grande vantagem posicional a quem ataca. Podem ver que o caminho sobe ligeiramente. Do ponto de vista estrat\u00e9gico, uma posi\u00e7\u00e3o mais elevada confere sempre vantagem a quem l\u00e1 se encontra. Se escolhermos o caminho da direita podemos ver que a descida \u00e9 acentuada e que nos vamos posicionar cada vez mais baixos em rela\u00e7\u00e3o a muros e torres. <br \/>Felizmente, qualquer livro de t\u00e1tica militar cobre a exist\u00eancia de uma escolha destas. Quando n\u00e3o h\u00e1 uma escolha \u00f3bvia entre dois caminhos, nunca devemos enviar todos os nossos n\u00fameros por um lado ou pelo outro. Por outras palavras, que poder\u00e3o j\u00e1 ter ouvido, \u201cdividir para reinar\u201d. O objetivo principal de n\u00e3o haver uma entrada facilmente identific\u00e1vel \u00e9 o de fazer com que quem ataca, tenha de dividir os seus n\u00fameros. Imaginem que temos connosco um ex\u00e9rcito de 10 000 soldados, um bom ex\u00e9rcito \u00e0 \u00e9poca, aqui, 5000 iriam para a esquerda e os restantes 5000 para a direita.<br \/>O caminho da esquerda, apesar da vantagem de posi\u00e7\u00e3o, levar-nos-ia at\u00e9 uma encosta, n\u00e3o havendo hip\u00f3tese de encontrar a entrada do castelo por essa via.<br \/>Quais as nossas hip\u00f3teses?<br \/>Podemos tentar escalar os muros; passar por baixo com a abertura de t\u00faneis; podemos tentar destruir a muralha ou, talvez o mais apelativo para n\u00f3s hoje, procurar uma entrada. Come\u00e7ando pelas cordas e escadas. <strong>Nos filmes resulta incrivelmente bem. Os ganchos fixam sempre \u00e0 primeira e os atacantes sobem as escadas, como se nada fosse, ignorando quem defende ou o peso das armaduras e armas que carregam.<\/strong><br \/>Esta abordagem nem sempre resulta. Por um lado, uma corda nunca \u00e9 f\u00e1cil de trepar, ainda para mais com o peso extra que carregamos, por outro, quem defende pode facilmente repelir o ataque. Seja com flechas e virotes de besta, com pedras atiradas, ou simplesmente cortando cordas ou queimando escadas. A nossa melhor hip\u00f3tese, caso tent\u00e1ssemos escalar os muros, seria apanhar os soldados desprevenidos. Como sabemos, as nossas chances de apanhar os defensores de surpresa eram escassas.<br \/>Tentar abrir t\u00faneis era outra hip\u00f3tese, mas a sua abertura levava muito tempo, havia sempre o risco de algu\u00e9m fazer o mesmo, mas de dentro para fora, ou do t\u00fanel ruir. Para piorar, a muralha baixa apresenta uma rampa na sua base, chamada de alambor, que torna a funda\u00e7\u00e3o da barbac\u00e3 ainda mais larga e resistente.<br \/>Para piorar toda a situa\u00e7\u00e3o, \u00e0 frente da muralha existe um fosso. O que estamos habituados a ver s\u00e3o castelos com fossos cheios de \u00e1gua. No imagin\u00e1rio das pessoas h\u00e1 crocodilos a nadar no fosso preparados para comer quem quer que se aproxime da \u00e1gua. O Castelo de S\u00e3o Jorge disp\u00f5e de um fosso, mas o fim para o qual ele foi escavado \u00e9 capaz de surpreender muita gente. <br \/>Sabendo que o nosso caminho at\u00e9 \u00e0 entrada \u00e9 seguindo pela direita, aproveitem estes poucos minutos para pensar no que poderia estar no fosso \u00e0 nossa espera.<\/p>\n<\/div>\n<\/li>\n<li>\n<p>        <img decoding=\"async\" src=\"\/audioguias\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/8.jpg\" alt=\"\"><\/p>\n<h3>08<\/h3>\n<div><center><\/p>\n<div class=\"audio-player\"><audio style=\"width: 100%; height: 60px;\" id=\"myAudio\" controls=\"controls\"><source src=\"https:\/\/castelodesaojorge.pt\/audioguias\/pt\/PT_Castelo S. Jorge_PART_VIII.mp3\" type=\"audio\/mpeg\" \/>Your browser does not support the audio element.<\/audio><\/div>\n<p><\/center><\/p>\n<h4 style=\"text-align: left;\">VIII \u2013 Castelo &#8211; ponte de ferro<\/h4>\n<h4><\/h4>\n<h4 style=\"text-align: left;\">Orienta\u00e7\u00e3o: caminhe pela direita e contorne o castelo<br \/> Localiza\u00e7\u00e3o: pare em frente \u00e0 ponte de ferro<\/h4>\n<p>Visualizem bem a torre \u00e0 vossa esquerda, ela ser\u00e1 o nosso objetivo para hoje. Ao que tudo indica poder\u00e1 ter sido esta a torre de menagem do Castelo de S\u00e3o Jorge. Esta torre poderia ser o derradeiro reduto de defesa, e onde se encontraria o estandarte, a bandeira, ou outro s\u00edmbolo da autoridade. De forma a capturar oficialmente a fortaleza, e em \u00faltima an\u00e1lise toda a cidade, teremos de chegar ao topo, tirar a bandeira que l\u00e1 est\u00e1 e finalmente hastear a nossa.<br \/>A entrada do castelo encontrar-se-ia \u00e0 nossa frente. Na Idade M\u00e9dia existiria uma ponte levadi\u00e7a que, em tempos de guerra poderia ser i\u00e7ada, n\u00e3o permitindo a passagem. <br \/>Voltando ao fosso, t\u00eam alguma ideia de como seria? <br \/>Fossos com \u00e1gua s\u00e3o mais frequentes em zonas com muitos per\u00edodos de chuva e\/ou zonas mais baixas com cursos de \u00e1gua perto. Aqui, n\u00e3o reunimos nenhuma destas condi\u00e7\u00f5es. Propomos um exerc\u00edcio de imagina\u00e7\u00e3o, \u00e0 nossa frente, em vez de um fosso com \u00e1gua, estaria o local onde todos os dejetos dos defensores do castelo eram depositados. O cheiro, o nojo e, mais importante que tudo isto, o risco de dissemina\u00e7\u00e3o de doen\u00e7as era elevado. <br \/>J\u00e1 tent\u00e1mos passar por cima e por baixo da muralha, resta-nos tentar destruir uma parte ou for\u00e7ar a abertura dos port\u00f5es. A arma mais utilizada na \u00e9poca medieval para abrir buracos em muros ou portas era o ar\u00edete. Atualmente, a pol\u00edcia utiliza esta mesma arma. \u00c0 \u00e9poca, o ar\u00edete era um tronco de madeira, afiado numa das pontas ou com uma cabe\u00e7a de um animal, por norma um carneiro (\u00e1ries, em latim, da\u00ed o seu nome), feita em bronze ou ferro, que os soldados balan\u00e7avam para a frente e para tr\u00e1s de forma a destruir por repeti\u00e7\u00e3o o ponto de impacto.<br \/>Infelizmente para n\u00f3s, este castelo foi concebido para impedir a utiliza\u00e7\u00e3o eficaz do ar\u00edete.<br \/>A exist\u00eancia de um fosso tornava imposs\u00edvel a aproxima\u00e7\u00e3o \u00e0 porta. <br \/>Poder\u00edamos tentar utilizar o ar\u00edete para bater no mesmo n\u00edvel da barbac\u00e3, mas, a exist\u00eancia do fosso, uma vez mais, impede a nossa aproxima\u00e7\u00e3o. A utiliza\u00e7\u00e3o de uma torre de madeira m\u00f3vel, a chamada torre de assalto, seria praticamente imposs\u00edvel de a aproximar o suficiente da muralha de forma a permitir a passagem de soldados. <br \/><strong>Os fossos n\u00e3o eram escavados para afogar soldados, mas podiam. A sua principal fun\u00e7\u00e3o era a de dificultar ao m\u00e1ximo aos atacantes a aproxima\u00e7\u00e3o de armas de cerco.<\/strong><br \/>Outras armas de cerco que se poderiam usar eram as catapultas e os trabucos. <strong>Nos filmes, estas armas, acertam sempre no alvo e destroem-no como se fosse feito de cart\u00e3o.<\/strong> <br \/>Na realidade, catapultas e trabucos apresentavam grandes dificuldades \u00e0 sua efic\u00e1cia.<br \/>Ao utilizarmos uma catapulta, temos de ter em considera\u00e7\u00e3o a dist\u00e2ncia entre a nossa posi\u00e7\u00e3o e o alvo. O tamanho do proj\u00e9til, o seu peso, a sua forma, a dire\u00e7\u00e3o e velocidade do vento, a humidade do ar, o material de que s\u00e3o feitas as cordas e a tens\u00e3o que lhes \u00e9 dada, fazem com que se tornasse dif\u00edcil fazer pontaria com este tipo de armas. <br \/>No entanto, a utiliza\u00e7\u00e3o de pedras contra este muro era um enorme desperd\u00edcio de recursos. Em alguns casos as catapultas e trabucos foram utilizadas para disparar outras coisas. Corpos, inteiros ou despeda\u00e7ados, saud\u00e1veis ou em decomposi\u00e7\u00e3o eram muni\u00e7\u00f5es reais. O objetivo n\u00e3o era o de destruir muros ou matar algu\u00e9m, catapultas e trabucos eram tamb\u00e9m armas de guerra psicol\u00f3gica e biol\u00f3gica. <br \/>Se nos pusermos no papel de algu\u00e9m que defende o castelo e nos v\u00edssemos nesta posi\u00e7\u00e3o a nossa moral, invariavelmente, iria ser abalada. O objetivo desta guerra psicol\u00f3gica \u00e9 o de fazer com que alguns dos defensores se rendam. \u00c9 muito complicado para qualquer pessoa, bombardeada durante horas, dias, ou \u00e0s vezes at\u00e9 semanas n\u00e3o considerar, nem que seja momentaneamente, uma rendi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<\/div>\n<\/li>\n<li>\n<p>        <img decoding=\"async\" src=\"\/audioguias\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/9.jpg\" alt=\"\"><\/p>\n<h3>09<\/h3>\n<div><center><\/p>\n<div class=\"audio-player\"><audio style=\"width: 100%; height: 60px;\" id=\"myAudio\" controls=\"controls\"><source src=\"https:\/\/castelodesaojorge.pt\/audioguias\/pt\/PT_Castelo S. Jorge_PART_IX.mp3\" type=\"audio\/mpeg\" \/>Your browser does not support the audio element.<\/audio><\/div>\n<p><\/center><\/p>\n<h4 style=\"text-align: left;\">IX \u2013 Castelo \u2013 banco da entrada<\/h4>\n<h4><\/h4>\n<h4 style=\"text-align: left;\">Orienta\u00e7\u00e3o: suba as escadas da ponte de ferro e pare no seu topo<br \/>Localiza\u00e7\u00e3o: banco da entrada<\/h4>\n<p>Finalmente no interior do castelo podemos ver que esta entrada n\u00e3o \u00e9 um espa\u00e7o convidativo nem bonito. Apesar da aus\u00eancia de decora\u00e7\u00e3o, a sua conce\u00e7\u00e3o \u00e9 brilhante do ponto de vista defensivo. Assim que transpomos a porta deparamo-nos com a muralha principal do castelo \u00e0 nossa frente. Afinal, ainda n\u00e3o entr\u00e1mos. Temos de continuar a procurar a entrada do castelo.<br \/>Estamos num espa\u00e7o muito estreito e esta falta de espa\u00e7o nota-se ainda mais se estivermos a falar de grandes grupos de pessoas. A entrada est\u00e1 concebida para for\u00e7ar quem ataca a uma escolha, de prefer\u00eancia errada. \u00c0 primeira vista ter\u00edamos novamente uma escolha de 50\/50 entre o caminho da esquerda e o da direita. Podemos pensar que, estando entre os primeiros a entrar, temos a vantagem de algum tempo para pensar qual o rumo, mas n\u00e3o. N\u00e3o s\u00f3 os atiradores inimigos, estacionados no topo das torres e da muralha principal tinham possibilidade de tiro direto contra n\u00f3s, como os nossos pr\u00f3prios companheiros representariam um perigo real. Se o soldado \u00e0 frente ficar muito tempo parado tentando perceber qual o melhor caminho a seguir, n\u00f3s vamos tentar apressar a decis\u00e3o.<br \/>Voltando \u00e0 nossa escolha, por favor, olhem \u00e0 vossa esquerda e \u00e0 vossa direita. Algum caminho que vos pare\u00e7a mais f\u00e1cil de seguir e por onde possamos avan\u00e7ar? Mais uma vez n\u00e3o \u00e9 uma decis\u00e3o \u00f3bvia. <br \/>Reparem que o caminho da esquerda \u00e9 mais curto e vai-se tornando cada vez mais estreito \u00e0 medida que avan\u00e7a. Se por um lado temos de andar menos at\u00e9 chegarmos ao fim do mesmo, por outro, o n\u00famero de soldados que nos pode acompanhar \u00e9 reduzido. O lado direito \u00e9 o oposto, n\u00e3o s\u00f3 podemos ver que \u00e9 mais longo, mas tamb\u00e9m que alarga \u00e0 medida que avan\u00e7amos. Podemos levar mais soldados connosco e, com mais espa\u00e7o, h\u00e1 mais hip\u00f3tese de a entrada estar algures no muro deste lado. Sem mais nenhuma informa\u00e7\u00e3o, estar\u00edamos tentados a seguir o caminho da direita, mas, h\u00e1 mais fatores a ter em considera\u00e7\u00e3o.<br \/>A maior parte da popula\u00e7\u00e3o mundial \u00e9 destra, utiliza maioritariamente a m\u00e3o direita. A possibilidade de haver algum esquerdino num ex\u00e9rcito crist\u00e3o em per\u00edodo medieval era muito reduzida. Tendo isto em considera\u00e7\u00e3o, muitas armadilhas e posi\u00e7\u00f5es de vantagem foram concebidas de forma a retirar toda e qualquer vantagem a quem empunhasse a espada com a m\u00e3o direita. <br \/>Partindo deste princ\u00edpio vamos assumir que todos os 5000 soldados que connosco passaram a ponte s\u00e3o destros e utilizam a arma na m\u00e3o direita e a prote\u00e7\u00e3o no bra\u00e7o\/m\u00e3o esquerdo. Se seguirmos pelo caminho da direita podemos levantar o escudo para proteger a cabe\u00e7a de quase tudo o que contra n\u00f3s fosse atirado. Se, pelo contr\u00e1rio, escolhermos o caminho da esquerda, o nosso flanco direito est\u00e1 completamente exposto, dado que a nossa arma pouca prote\u00e7\u00e3o pode oferecer. <br \/>Tudo isto considerado, o lado direito apresenta uma clara vantagem, mas, se tivermos em considera\u00e7\u00e3o o princ\u00edpio seguido anteriormente, devemos dividir o grupo. <strong>\u00a0\u2013 Dentro da divis\u00e3o, eu escolheria ir no grupo da esquerda.<\/strong><br \/>Aqueles que escolheram seguir o caminho mais l\u00f3gico e foram pela direita iriam muito em breve descobrir que era um beco sem sa\u00edda <strong>e podem dar por terminada a visita.<\/strong> <br \/>Temos no nosso imagin\u00e1rio que todos os defensores poderiam despejar largos caldeir\u00f5es de \u00e1gua ou azeite a ferver nas cabe\u00e7as de quem, em baixo, desespera por n\u00e3o poder avan\u00e7ar ou recuar. \u00c1gua o castelo n\u00e3o disp\u00f5e em quantidade abundante e azeite era demasiado caro para desperdi\u00e7ar desta maneira. Nalguns casos, era utilizado algo diferente.<strong> \u2013 Algo quase infinito no planeta terra, que podem obter quase sempre gratuitamente, que vos pode dar boas sensa\u00e7\u00f5es e mem\u00f3rias, e que todos j\u00e1 tocaram ou viram. Areia. \u2013 Areia a ferver aquecida em caldeir\u00f5es ao lume.<\/strong><br \/>Porque \u00e9 que a areia pode ser t\u00e3o devastadora neste caso? Imaginem que, olham para cima, veem onde est\u00e3o posicionados os atiradores inimigos? Um gr\u00e3o de areia incandescente pode facilmente causar graves danos no olho. Se estiverem a utilizar uma cota de an\u00e9is met\u00e1licos, a areia vai penetrar nos espa\u00e7os vazios dos an\u00e9is. Se estiverem a utilizar uma armadura fechada, o calor da areia vai ser transferido para o metal que vos protege. O mesmo se passa com elmos de metal. Todo o metal que nos protege dos proj\u00e9teis inimigos vai fazer com que fiquemos queimados dentro das nossas prote\u00e7\u00f5es. <strong>\u00a0\u2013 Sabem quantos filmes representam areia a ser utilizada desta forma? Zero, agora sabem defender a vossa casa gratuitamente.<\/strong><\/p>\n<\/div>\n<\/li>\n<li>\n<p>        <img decoding=\"async\" src=\"\/audioguias\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/10.jpeg\" alt=\"\"><\/p>\n<h3>10<\/h3>\n<div><center><\/p>\n<div class=\"audio-player\"><audio style=\"width: 100%; height: 60px;\" id=\"myAudio\" controls=\"controls\"><source src=\"https:\/\/castelodesaojorge.pt\/audioguias\/pt\/PT_Castelo S. Jorge_PART_X.mp3\" type=\"audio\/mpeg\" \/>Your browser does not support the audio element.<\/audio><\/div>\n<p><\/center><\/p>\n<h4 style=\"text-align: left;\">X \u2013 Castelo \u2013 entre muralhas em frente \u00e0 porta<br \/>Orienta\u00e7\u00e3o: sigam pela esquerda, contornem a muralha \u00e0 direita e parem em frente \u00e0 porta<br \/>Localiza\u00e7\u00e3o: entre muralhas em frente \u00e0 porta<\/h4>\n<p><strong>Chegados a este ponto, hoje, t\u00eam um mapa da fortaleza \u00e0 vossa frente, portanto aproveitem para o memorizar ou fotografar caso precisem dele mais tarde. Como veem, teria sido muito mais simples termos seguido logo pela ponte de pedra (e poupado v\u00e1rios minutos deste \u00e1udio), mas ela n\u00e3o existia. E, ao contr\u00e1rio do que parecia, n\u00e3o estamos propriamente no interior da fortaleza.<\/strong><br \/>\u00c0 nossa frente encontra-se uma enorme porta que, num confronto, estaria fechada. Questionam-se agora: Como destru\u00edmos tal barreira? Com um ar\u00edete? \u00c9 que o ariete ficou no exterior do castelo. Recuper\u00e1-lo implicaria recuar, tentar passar o ariete entre as muralhas, na passagem em cotovelo e traz\u00ea-lo at\u00e9 aqui. Tudo isto, enquanto l\u00e1 de cima chovem projeteis sobre as nossas cabe\u00e7as.<br \/>Mesmo que tenhamos alcan\u00e7ado tal fa\u00e7anha, lembrem-se que o castelo \u00e9 constru\u00eddo de forma a tornar cada progress\u00e3o numa tarefa quase imposs\u00edvel. Olhem com aten\u00e7\u00e3o para a torre \u00e0 vossa esquerda. A sua constru\u00e7\u00e3o em \u00e2ngulo impede o uso do ariete numa posi\u00e7\u00e3o frontal. Ou seja, a \u00fanica forma poss\u00edvel de o usar seria na diagonal, fazendo com que o impacto fosse muito menor. Recorram, ent\u00e3o, ao que tiverem \u00e0 m\u00e3o, machados, pedras, espadas, o que for preciso at\u00e9 conseguirem derrubar a porta, debaixo duma chuva de projeteis.<br \/>Imaginemos que conseguimos finalmente destruir esta porta. Se pensavam que agora estariam a salvo, a primeira vis\u00e3o que t\u00eam s\u00e3o duas seteiras, sendo recebidos por uma chuva de setas e virotes de besta. Levantem agora os vossos escudos, protejam-se e vamos descobrir o que nos espera em seguida.<\/p>\n<\/div>\n<\/li>\n<li>\n<p>        <img decoding=\"async\" src=\"\/audioguias\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/11.jpeg\" alt=\"\"><\/p>\n<h3>11<\/h3>\n<div><center><\/p>\n<div class=\"audio-player\"><audio style=\"width: 100%; height: 60px;\" id=\"myAudio\" controls=\"controls\"><source src=\"https:\/\/castelodesaojorge.pt\/audioguias\/pt\/PT_Castelo S. Jorge_PART_XI.mp3\" type=\"audio\/mpeg\" \/>Your browser does not support the audio element.<\/audio><\/div>\n<p><\/center><\/p>\n<h4 style=\"text-align: left;\">XI \u2013 Castelo \u2013 entrada<\/p>\n<h4 \/>\n<h4 style=\"text-align: left;\">Orienta\u00e7\u00e3o: atravesse a porta e vire \u00e0 esquerda<br \/>Localiza\u00e7\u00e3o: pare em frente \u00e0 entrada<\/h4>\n<p>Bem-vindos \u00e0 zona que qualquer atacante desejaria evitar a todo o custo. Se olharem \u00e0 vossa volta v\u00e3o ver um espa\u00e7o afundado no meio de altas muralhas. Podem imaginar que besteiros e arqueiros fariam a vida miser\u00e1vel a quem tivesse de se defender nesta posi\u00e7\u00e3o. Aqui em baixo, rodeados em 360\u00ba, n\u00e3o temos s\u00edtio onde possamos proteger-nos eficazmente. A nossa \u00fanica op\u00e7\u00e3o enquanto atacantes \u00e9 deitar abaixo o mais rapidamente poss\u00edvel a porta e avan\u00e7ar no espa\u00e7o. <br \/>Conseguimos ver que existiu aqui uma porta pelos buracos nas paredes laterais, que serviriam para que grossas traves de madeira a trancassem. A oeste, v\u00ea-se outra abertura na muralha, que foi feita durante o tempo de funcionamento de quarteis no Castelo de S\u00e3o Jorge. Portanto, n\u00e3o existia na \u00e9poca medieval. Vamos esquecer que ali est\u00e1! <br \/>Se \u00e0 primeira vista, a nossa posi\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 agrad\u00e1vel, vai piorar bastante, porque mais uma vez, em frente \u00e0 porta, vemos que a muralha recua. Qual o objetivo desta muralha?<br \/>O facto desta muralha estar saliente no sentido da porta faz com que armas de cerco, principalmente o ariete, tenham, uma vez mais, pouco ou nenhum espa\u00e7o de manobra. <br \/>Apesar deste ch\u00e3o ter sido colocado em per\u00edodos muito mais recentes da hist\u00f3ria do castelo e, n\u00e3o ser por isso, o original, podemos ver que \u00e9 inclinado. Alguns castelos preocupavam-se n\u00e3o s\u00f3 com a defesa f\u00edsica dos espa\u00e7os, como pudemos ver com a torre, mas tamb\u00e9m com a quest\u00e3o da moral dos soldados. <br \/>Se imaginarem que ainda temos connosco os 2500 soldados que escolheram os caminhos de forma correta, este espa\u00e7o n\u00e3o tem capacidade para todos eles ao mesmo tempo. Mais uma vez o grupo partir-se-ia, embora desta vez n\u00e3o houvesse qualquer escolha envolvida. Podemos imaginar que aqui est\u00e3o 50\/60 soldados e, os restantes, estar\u00e3o nos espa\u00e7os anteriores. At\u00e9 conseguirem dobrar a curva da torre, estes soldados n\u00e3o conseguem ver aquilo que ir\u00e3o enfrentar muito em breve. O \u00e2ngulo de 90\u00ba da torre impede que haja comunica\u00e7\u00e3o visual entre os grupos. <br \/>Enquanto os soldados que se encontram a tentar derrubar a porta s\u00e3o massacrados, o restante ex\u00e9rcito n\u00e3o o consegue ver. O que acham que acontece aos corpos dos soldados mortos ou demasiado feridos para continuar o combate? Provavelmente ficariam neste espa\u00e7o at\u00e9 ao final do dia de combate, o ch\u00e3o n\u00e3o \u00e9 inclinado o suficiente para fazer com que um corpo role sobre si mesmo. O problema est\u00e1 no sangue que estes corpos perderiam e que, devido \u00e0 suave inclina\u00e7\u00e3o do ch\u00e3o, fluiria constantemente na dire\u00e7\u00e3o dos nossos soldados \u00e0 espera atr\u00e1s da torre. <br \/>Estes soldados sentiriam o cheiro a sangue escorrer na sua dire\u00e7\u00e3o e ouviriam os gritos dos seus companheiros a lutar e a serem massacrados, tudo isto sem saberem qual a origem desta situa\u00e7\u00e3o.<br \/>Podemos pensar que tudo isto \u00e9 violento e que, nos dias que correm, nada disto se aplica. Quando vemos um filme de terror, em muitos casos, a pior parte do filme n\u00e3o \u00e9 quando o monstro ou o esp\u00edrito se revela. \u00c9 sabermos que h\u00e1 algo no escuro que n\u00e3o conseguimos identificar ou ver. A antecipa\u00e7\u00e3o do momento \u00e9 capaz de fazer com que a nossa imagina\u00e7\u00e3o nos pregue partidas. Este espa\u00e7o consegue exatamente esse mesmo efeito conjugando uma armadilha f\u00edsica com uma armadilha psicol\u00f3gica.<\/p>\n<\/div>\n<\/li>\n<li>\n<p>        <img decoding=\"async\" src=\"\/audioguias\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/12.jpeg\" alt=\"\"><\/p>\n<h3>12<\/h3>\n<div><center><\/p>\n<div class=\"audio-player\"><audio style=\"width: 100%; height: 60px;\" id=\"myAudio\" controls=\"controls\"><source src=\"https:\/\/castelodesaojorge.pt\/audioguias\/pt\/PT_Castelo S. Jorge_PART_XII.mp3\" type=\"audio\/mpeg\" \/>Your browser does not support the audio element.<\/audio><\/div>\n<p><\/center><\/p>\n<h4 style=\"text-align: left;\">XII \u2013 Castelo \u2013 primeira Pra\u00e7a de Armas<bh4><\/bh4><\/h4>\n<h4 style=\"text-align: left;\">Orienta\u00e7\u00e3o: atravesse a porta, caminhe em frente, enquanto ouve e vire \u00e0 esquerda<\/h4>\n<p>Passamos finalmente a porta e podemos relaxar um pouco. Temos mais espa\u00e7o para nos reunirmos com os nossos companheiros e uma nova oportunidade para planear o pr\u00f3ximo passo. Esta sensa\u00e7\u00e3o de seguran\u00e7a \u00e9 falsa. Podem ver que, n\u00e3o s\u00f3 continuamos cercados a toda a volta, mas, se esquecermos a escadaria \u00e0 direita, as \u00e1rvores e aquela pequena estrutura de arrumos junto aos muros (porque nada disto existia), n\u00e3o temos qualquer acesso ao topo das muralhas.<br \/>J\u00e1 vimos que cordas e escadas n\u00e3o s\u00e3o uma solu\u00e7\u00e3o garante de sucesso e, desta vez, n\u00e3o temos uma escolha de 50\/50, de facto, n\u00e3o temos escolha nenhuma. Este espa\u00e7o, mais uma vez afundado no meio de altos muros, parece n\u00e3o ter sa\u00edda. <br \/>A meio deste muro \u00e0 nossa esquerda, podem ver que h\u00e1 uma torre. Ao contr\u00e1rio de outras torres, cujas fun\u00e7\u00f5es s\u00e3o conhecidas, esta \u00e9 um quebra-cabe\u00e7as. Em termos de posi\u00e7\u00e3o defensiva ela pouco acrescenta \u00e0 primeira vista, no entanto, \u00e9 gra\u00e7as a ela que a porta de acesso \u00e0 \u00e1rea mais restrita do castelo, se encontra escondida. Pela primeira vez, a \u00fanica forma de prosseguir, n\u00e3o passa por uma escolha de esquerda ou direita, mas sim, seguir apenas em frente.<br \/>Por tr\u00e1s da torre podemos ver o local onde em tempos existiu uma porta e, por tr\u00e1s do arco, vemos uma vez mais buracos na parede para que novas traves de madeira pudessem servir de tranca. <strong>\u2013 Tenho mais uma armadilha para vos mostrar, e esta pode ser perigosa, mesmo nos dias de hoje.<\/strong><\/p>\n<\/div>\n<\/li>\n<li>\n<p>        <img decoding=\"async\" src=\"\/audioguias\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/13.jpg\" alt=\"\"><\/p>\n<h3>13<\/h3>\n<div><center><\/p>\n<div class=\"audio-player\"><audio style=\"width: 100%; height: 60px;\" id=\"myAudio\" controls=\"controls\"><source src=\"https:\/\/castelodesaojorge.pt\/audioguias\/pt\/PT_Castelo S. Jorge_PART_XIII.mp3\" type=\"audio\/mpeg\" \/>Your browser does not support the audio element.<\/audio><\/div>\n<p><\/center><\/p>\n<h4 style=\"text-align: left;\">XIII \u2013 Castelo \u2013 segunda Pra\u00e7a d\u2019Armas<\/h4>\n<h4 style=\"text-align: left;\">Orienta\u00e7\u00e3o: atravesse a porta e pare na segunda pra\u00e7a<\/h4>\n<p>Esta \u00e9 a Pra\u00e7a mais protegida do Castelo de S\u00e3o Jorge. Tudo o que vimos e vivemos at\u00e9 agora foi constru\u00eddo de forma a proteger este espa\u00e7o onde nos encontramos. Nesta \u00e1rea do castelo, os defensores poderiam contar com alguma \u00e1gua armazenada numa cisterna.<strong>\u00a0\u2013 Desde que chova. N\u00e3o se esque\u00e7am que a altura mais prop\u00edcia a um ataque era durante a primavera e o ver\u00e3o.<\/strong><br \/>Certamente existiu em tempos um silo, para armazenamento de cereal o que poderia ser essencial, tal como a cisterna, se os combates se prolongassem no tempo.<br \/>Podemos ver ainda aqui a exist\u00eancia de uma pequena porta no muro, a porta da trai\u00e7\u00e3o. Esta porta poderia servir para o envio de mensageiros, ataques surpresa para o exterior, a fuga em caso de necessidade ou ainda, <strong>tal como o nome diz, trai\u00e7\u00e3o, para a entrada dos amantes.<\/strong><br \/>Mas, voltando \u00e0 perspetiva dos atacantes, podem ver que continuamos com muralhas a toda a volta. \u00c9 neste mesmo espa\u00e7o que podemos observar a escadaria de acesso ao topo da muralha. Esta escadaria representa um obst\u00e1culo maior do que aparenta. Em primeiro lugar podemos esquecer a exist\u00eancia do corrim\u00e3o, o que faria a escada bem menos segura nos dias que correm <strong>para n\u00e3o dizer ilegal.<\/strong> Se se lembrarem que a maioria de n\u00f3s somos destros e, como tal, temos a arma na m\u00e3o direita, o facto de termos o muro \u00e0 nossa direita faz com que n\u00e3o tenhamos espa\u00e7o para lutar, conferindo, uma grande vantagem a quem defende. A outra \u00e9 que se encontram num ponto mais elevado em rela\u00e7\u00e3o a n\u00f3s. <br \/>Se estiv\u00e9ssemos a atacar, provavelmente esta seria a primeira vez que v\u00edamos a escada, pelo que n\u00e3o a conhecer\u00edamos. <strong>Uma coisa s\u00e3o as escadas de hoje, com o tamanho dos degraus regulamentado, mas quando estas foram feitas n\u00e3o havia fiscal de obra. <\/strong><br \/><strong>Se olharem com muita aten\u00e7\u00e3o para cada degrau individualmente, v\u00e3o ver que todos eles s\u00e3o diferentes do anterior e do pr\u00f3ximo. Se esta assimetria foi propositada n\u00e3o sabemos, mas que dificulta a subida para quem vem carregado com equipamento de combate, dificulta! Uma simples escadaria pode rapidamente tornar-se um pesadelo.<\/strong><\/p>\n<\/div>\n<\/li>\n<li>\n<p>        <img decoding=\"async\" src=\"\/audioguias\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/14.jpg\" alt=\"\"><\/p>\n<h3>14<\/h3>\n<div><center><\/p>\n<div class=\"audio-player\"><audio style=\"width: 100%; height: 60px;\" id=\"myAudio\" controls=\"controls\"><source src=\"https:\/\/castelodesaojorge.pt\/audioguias\/pt\/PT_Castelo S. Jorge_PART_XIV.mp3\" type=\"audio\/mpeg\" \/>Your browser does not support the audio element.<\/audio><\/div>\n<p><\/center><\/p>\n<h4 style=\"text-align: left;\">XIV \u2013 Castelo \u2013 escadas para o Caminho de Ronda<\/h4>\n<h4><\/h4>\n<h4 style=\"text-align: left;\">Orienta\u00e7\u00e3o: suba a escada \u00e0 sua esquerda<\/h4>\n<p>No cimo das escadas sugerimos que vire \u00e0 direita e percorra o caminho de ronda at\u00e9 \u00e0 Torre de Menagem (hoje, Torre do Observat\u00f3rio). Imaginem-se uma vez mais, a percorrer todo este caminho, enquanto matam oponentes e apreciam a vista arrebatadora sobre o espa\u00e7o em vosso redor. Enquanto o fazem, um pensamento passa seguramente pela vossa mente. \u201cEst\u00e1 quase! Vamos finalmente conquistar este castelo!\u201d<\/p>\n<\/div>\n<\/li>\n<li>\n<p>        <img decoding=\"async\" src=\"\/audioguias\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/15.jpg\" alt=\"\"><\/p>\n<h3>15<\/h3>\n<div><center><\/p>\n<div class=\"audio-player\"><audio style=\"width: 100%; height: 60px;\" id=\"myAudio\" controls=\"controls\"><source src=\"https:\/\/castelodesaojorge.pt\/audioguias\/pt\/PT_Castelo S. Jorge_PART_XV.mp3\" type=\"audio\/mpeg\" \/>Your browser does not support the audio element.<\/audio><\/div>\n<p><\/center><\/p>\n<h4 style=\"text-align: left;\">XV \u2013 Castelo \u2013 Caminho de Ronda \u2013 Torre do Observat\u00f3rio<\/h4>\n<h4><\/h4>\n<h4 style=\"text-align: left;\">Orienta\u00e7\u00e3o: siga em frente, no final do corredor vire \u00e0 esquerda e caminhe nesse corredor at\u00e9 \u00e0 \u00faltima torre<br \/>Localiza\u00e7\u00e3o: em frente \u00e0s escadas da torre do observat\u00f3rio<\/h4>\n<p>Assim que chegam \u00e0 torre deparam-se com uma vis\u00e3o. Um estreit\u00edssimo caminho at\u00e9 ao seu topo. Apenas um soldado de cada vez o consegue atravessar, ainda mais com todo o equipamento militar.<strong>\u00a0Conv\u00e9m relembrar, que conforme matam um oponente o seu cad\u00e1ver n\u00e3o desaparece simplesmente como nos jogos de computador. T\u00eam de o trepar, caminhar sobre o seu corpo e at\u00e9 escorregar no seu sangue e nas suas entranhas.<\/strong><br \/>Mas, pior que tudo isto, est\u00e3o neste momento a ouvir gritos de guerra dos nossos \u00faltimos oponentes. Ser\u00e3o neste momento apenas alguns; 15, 20, 25 homens est\u00e3o \u00e0 nossa espera. Mas se estes homens ainda est\u00e3o vivos, e est\u00e3o nesta torre a guardar a bandeira, que tipo de guerreiros ser\u00e3o? Garanto-vos, s\u00e3o os melhores! S\u00e3o \u201ca elite\u201d! Homens cuja fun\u00e7\u00e3o e tarefa praticamente desde o momento em que come\u00e7aram a andar, foi apenas uma; aprender a lutar e a matar. S\u00e3o \u201cm\u00e1quinas de guerra\u201d perfeitas.<strong>\u00a0Mas bom, como esta explica\u00e7\u00e3o ter\u00e1 eventualmente de acabar, portanto imaginem uma vez mais que os matamos a todos e subimos agora ao topo da torre.<\/strong><\/p>\n<\/div>\n<\/li>\n<li>\n<p>        <img decoding=\"async\" src=\"\/audioguias\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/16.jpeg\" alt=\"\"><\/p>\n<h3>16<\/h3>\n<div><center><\/p>\n<div class=\"audio-player\"><audio style=\"width: 100%; height: 60px;\" id=\"myAudio\" controls=\"controls\"><source src=\"https:\/\/castelodesaojorge.pt\/audioguias\/pt\/PT_Castelo S. Jorge_PART_XVI.mp3\" type=\"audio\/mpeg\" \/>Your browser does not support the audio element.<\/audio><\/div>\n<p><\/center><\/p>\n<h4 style=\"text-align: left;\">XVI \u2013 Torre do Observat\u00f3rio<\/h4>\n<h4><\/h4>\n<h4 style=\"text-align: left;\">Orienta\u00e7\u00e3o: subam as escadas da torre do observat\u00f3rio<\/h4>\n<p><strong>Chegados ao topo, olham em redor \u00e0 procura da bandeira e n\u00e3o a encontram! N\u00e3o, n\u00e3o foram enganados.<\/strong> Hoje est\u00e1 noutro s\u00edtio, mas, na idade m\u00e9dia, Lisboa era apenas a sul da colina, logo, a bandeira poderia estar aqui, porque nesta torre seria perfeitamente vis\u00edvel. Atualmente a capital cresceu tanto que as bandeiras de Portugal e de Lisboa foram colocadas no lado oeste, cimeiras \u00e0 grande parte ribeirinha e \u00e0 zona hist\u00f3rica da cidade.<br \/>Voltando ao vosso objetivo. Veem a bandeira imagin\u00e1ria, e substituem-na pela vossa, hasteando-a o mais alto poss\u00edvel. Para qu\u00ea? Para que todos os homens que ainda lutam pela cidade se apercebam que o Castelo foi conquistado! Como tal dou-vos os parab\u00e9ns, conseguiram conquistar o Castelo de S\u00e3o Jorge! E porque vos estou a felicitar? Porque fizeram algo que nunca ningu\u00e9m fez!<\/p>\n<\/div>\n<\/li>\n<li>\n<p>        <img decoding=\"async\" src=\"\/audioguias\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/17.jpg\" alt=\"\"><\/p>\n<h3>17<\/h3>\n<div><center><\/p>\n<div class=\"audio-player\"><audio style=\"width: 100%; height: 60px;\" id=\"myAudio\" controls=\"controls\"><source src=\"https:\/\/castelodesaojorge.pt\/audioguias\/pt\/PT_Castelo S. Jorge_PART_XVII.mp3\" type=\"audio\/mpeg\" \/>Your browser does not support the audio element.<\/audio><\/div>\n<p><\/center><\/p>\n<h4 style=\"text-align: left;\">XVII &#8211; O Castelo foi conquistado<\/h4>\n<p>Em boa verdade, o Castelo foi conquistado, mas n\u00e3o desta forma.<br \/>Em 1147, Lisboa estava sob o dom\u00ednio mu\u00e7ulmano. \u00c0 \u00e9poca, chamada de Al-Ushbuna, era uma cidade que se estendia sobre esta colina at\u00e9 ao rio Tejo, e rodeada por muralhas.<br \/>Nesse ano, Dom Afonso Henriques, primeiro rei de Portugal, com a ajuda dos cruzados, cercou a cidade. <br \/>Contingentes anglo-normandos ocuparam a zona ocidental da cidade, atualmente a zona do Chiado; portugueses e francos bloquearam a zona norte, na colina da Gra\u00e7a; o acampamento germano e flamengo, estacionou na zona oriental da cidade, local onde viria a ser constru\u00eddo o mosteiro de S\u00e3o Vicente de Fora e, por \u00faltimo, um contingente italiano, menos expressivo, mantinha o rio vigiado. Ap\u00f3s quase 4 meses de cerco, os mu\u00e7ulmanos, por falta de mantimentos e sem esperan\u00e7a de ajuda externa, renderam-se \u00e0s for\u00e7as Crist\u00e3s e a Dom Afonso Henriques, que entrou na cidade a 25 de outubro de 1147, e veio ao Castelo hastear a sua bandeira. <br \/>Por \u00faltimo, n\u00e3o podemos pensar que um cerco \u00e9 uma garantia de sucesso. Em 1384, quando Lisboa esteve sitiada durante v\u00e1rios meses pelas tropas castelhanas, os defensores da cidade resistiram, mas, verdade seja dita, com uma pequena ajuda. Neste ano, houve um surto de peste e, tamb\u00e9m por isso, o cerco foi levantado. <\/p>\n<\/div>\n<\/li>\n<li>\n<p>        <img decoding=\"async\" src=\"\/audioguias\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/18.jpg\" alt=\"\"><\/p>\n<h3>18<\/h3>\n<div><center><\/p>\n<div class=\"audio-player\"><audio style=\"width: 100%; height: 60px;\" id=\"myAudio\" controls=\"controls\"><source src=\"https:\/\/castelodesaojorge.pt\/audioguias\/pt\/PT_Castelo S. Jorge_PART_XVIII.mp3\" type=\"audio\/mpeg\" \/>Your browser does not support the audio element.<\/audio><\/div>\n<p><\/center><\/p>\n<h4 style=\"text-align: left;\">XVIII \u2013 Fim da aventura<\/h4>\n<p><strong>Cheg\u00e1mos ent\u00e3o ao fim da nossa aventura. N\u00e3o esperamos que, daqui a uns meses ou anos, se recordem em que ano se travou a batalha de Guadalete (711), mas, quando visitarem outras fortifica\u00e7\u00f5es, que se lembrem das dificuldades que aqui passaram e nunca se esque\u00e7am \u2013 <\/strong><br \/><strong>Um castelo \u00e9 constru\u00eddo para n\u00e3o ser conquistado! At\u00e9 sempre, soldado!<\/strong><\/p>\n<\/div>\n<\/li>\n<\/ul>\n<p><!--more--><br \/>\n<!-- {\"name\":\"About\",\"type\":\"layout\",\"children\":[{\"type\":\"section\",\"props\":{\"header_transparent\":\"dark\",\"header_transparent_noplaceholder\":false,\"image_position\":\"center-center\",\"overlap\":true,\"padding\":\"xsmall\",\"padding_remove_bottom\":false,\"padding_remove_top\":false,\"sticky\":\"\",\"style\":\"default\",\"title_breakpoint\":\"xl\",\"title_position\":\"top-left\",\"title_rotation\":\"left\",\"vertical_align\":\"\",\"width\":\"small\"},\"children\":[{\"type\":\"row\",\"children\":[{\"type\":\"column\",\"props\":{\"image_position\":\"center-center\",\"media_overlay_gradient\":\"\",\"position_sticky_breakpoint\":\"m\"},\"children\":[{\"type\":\"headline\",\"props\":{\"content\":\"\n\n<p class=\\\"uk-h3 uk-heading-line uk-margin uk-text-center\\\" data-id=\\\"template-mzwk6VfI#1-0-0-0\\\"><span>Audioguias \\\/ Portugu\\u00eas<\\\/span><\\\/p>\",\"margin\":\"small\",\"margin_remove_bottom\":true,\"margin_remove_top\":true,\"position\":\"absolute\",\"text_align\":\"center\",\"title_element\":\"h1\",\"title_style\":\"text-small\"}},{\"type\":\"switcher\",\"props\":{\"content_column_breakpoint\":\"m\",\"content_dropcap\":true,\"content_style\":\"text-meta\",\"css\":\"\\n\",\"image_align\":\"top\",\"image_grid_breakpoint\":\"m\",\"image_grid_width\":\"1-2\",\"image_loading\":true,\"image_svg_color\":\"emphasis\",\"link_style\":\"default\",\"link_text\":\"Read more\",\"margin\":\"medium\",\"margin_remove_bottom\":false,\"meta_align\":\"below-title\",\"meta_element\":\"div\",\"meta_margin\":\"remove\",\"meta_style\":\"text-meta\",\"nav\":\"thumbnav\",\"nav_align\":\"center\",\"nav_grid_breakpoint\":\"s\",\"nav_grid_column_gap\":\"small\",\"nav_grid_row_gap\":\"small\",\"nav_grid_width\":\"small\",\"nav_margin\":\"\",\"nav_position\":\"top\",\"nav_vertical_align\":false,\"position\":\"relative\",\"show_content\":true,\"show_image\":true,\"show_label\":true,\"show_link\":true,\"show_meta\":true,\"show_thumbnail\":true,\"show_title\":false,\"switcher_animation\":\"slide-right\",\"switcher_height\":false,\"text_align\":\"left\",\"thumbnav_height\":\"50\",\"thumbnav_svg_color\":\"\",\"thumbnav_svg_inline\":false,\"thumbnav_width\":\"50\",\"title_align\":\"top\",\"title_element\":\"h3\",\"title_grid_breakpoint\":\"m\",\"title_grid_width\":\"1-2\"},\"children\":[{\"type\":\"switcher_item\",\"props\":{\"content\":\"<center>\\n\n\n<div class=\\\"audio-player\\\"><audio style=\\\"width: 80%; height: 60px;\\\" id=\\\"myAudio\\\" controls=\\\"controls\\\">\\n<source src=\\\"https:\\\/\\\/castelodesaojorge.pt\\\/audioguias\\\/pt\\\/PT_Castelo S. 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Os fen\\u00edcios dedicaram-se \\u00e0 explora\\u00e7\\u00e3o de rotas comerciais atrav\\u00e9s do mediterr\\u00e2neo. Cartago, na atual Tun\\u00edsia, foi a mais importante de todas estas cidades, mas os fen\\u00edcios tamb\\u00e9m fundariam col\\u00f3nias na Pen\\u00ednsula Ib\\u00e9rica como M\\u00e1laka (M\\u00e1laga), Gadir (C\\u00e1dis) e a cidade de Olisipo, primeiro nome comprovado da cidade de Lisboa.Com a queda da cidade de Tiro (principal cidade fen\\u00edcia) e ao entrar na esfera de influ\\u00eancia cartaginesa, Olisipo torna-se um alvo para uma nova e rival pot\\u00eancia emergente, Roma.<br \\\/>Em 138 a.C. Roma envia o C\\u00f4nsul Decimus Iunius Brutus com um ex\\u00e9rcito para o atual territ\\u00f3rio portugu\\u00eas. Ao que tudo indica Olisipo n\\u00e3o \\u00e9 ocupada pela for\\u00e7a, tornando-se uma cidade aliada.<br \\\/>Com o tempo, a Olisipo do per\\u00edodo republicano torna-se na Felicitas Iulia Olisipo do per\\u00edodo imperial, um dos principais portos da pen\\u00ednsula ib\\u00e9rica e \\u00e9 constru\\u00edda a primeira muralha conhecida, embora sem cariz militar e apenas para demarca\\u00e7\\u00e3o do espa\\u00e7o da cidade.<br \\\/>Com o fim da centraliza\\u00e7\\u00e3o do poder de Roma, a cidade entra num per\\u00edodo de instabilidade pol\\u00edtica e social acabando por ser ocupada em 468 ou 469 por Suevos, mas acabaria por passar de m\\u00e3os novamente, ainda no decorrer de 469, para os rivais visigodos. A cidade viveria um per\\u00edodo de decl\\u00ednio durante a ocupa\\u00e7\\u00e3o visigoda at\\u00e9 \\u00e0 chegada dos ex\\u00e9rcitos mu\\u00e7ulmanos do Califado Om\\u00edada.<\\\/p>\",\"image\":\"wp-content\\\/uploads\\\/2025\\\/03\\\/1.jpeg\",\"thumbnail\":\"\",\"title\":\"01\"}},{\"type\":\"switcher_item\",\"props\":{\"content\":\"<center>\\n\n\n<div class=\\\"audio-player\\\"><audio style=\\\"width: 100%; height: 60px;\\\" id=\\\"myAudio\\\" controls=\\\"controls\\\">\\n<source src=\\\"https:\\\/\\\/castelodesaojorge.pt\\\/audioguias\\\/pt\\\/PT_Castelo S. Jorge_PART_II.mp3\\\" type=\\\"audio\\\/mpeg\\\" \\\/>\\n    Your browser does not support the audio element.\\n    <\\\/audio><\\\/div>\\n<\\\/center>\\n\n\n<h4 style=\\\"text-align: left;\\\">II \\u2013 Pra\\u00e7a d'Armas - junto ao canh\\u00e3o<\\\/h4>\\n\n\n<h4 style=\\\"text-align: left;\\\">Orienta\\u00e7\\u00e3o: Percorrendo a muralha \\u00e0 sua esquerda, dirija-se at\\u00e9 ao canh\\u00e3o e fique de frente para a outra margem do rio<br \\\/>Localiza\\u00e7\\u00e3o: Junto ao canh\\u00e3o<\\\/h4>\\n\n\n<p>Tendo chegado \\u00e0 Pen\\u00ednsula Ib\\u00e9rica em 711 as for\\u00e7as mu\\u00e7ulmanas lideradas por Tariq ibn Ziyad derrotariam facilmente as tropas visigodas na Batalha de Guadalete. Esta vit\\u00f3ria iniciaria um r\\u00e1pido processo de ocupa\\u00e7\\u00e3o do territ\\u00f3rio, pondo um fim ao Reino Visigodo. Com a sua ocupa\\u00e7\\u00e3o em 714 a Olisipona visigoda tornar-se-ia na Al-Ushbuna isl\\u00e2mica.<br \\\/>Nos s\\u00e9culos seguintes, a cidade, sob o dom\\u00ednio mu\\u00e7ulmano, sofreria um processo de crescimento e desenvolvimento, tornando-se numa das principais cidades da regi\\u00e3o. Segundo as fontes a antiga muralha romana seria renovada em 985 por al-Mansur, para proteger a cidade, sobretudo de raides viquingues.<strong> Sim, ouviram bem, os viquingues chegaram at\\u00e9 aqui!<\\\/strong><br \\\/>Seria neste per\\u00edodo que a cidade adotaria a organiza\\u00e7\\u00e3o de uma metr\\u00f3pole t\\u00edpica do Al-Andaluz, dividida entre Alc\\u00e1\\u00e7ova (Kasbah) espa\\u00e7o fortificado onde nos encontramos e local de resid\\u00eancia das elites; e Medina, a cidade propriamente dita.<br \\\/>A partir do s\\u00e9culo XI, o Norte crist\\u00e3o, concentrado no reino das Ast\\u00farias, avan\\u00e7a sobre o Sul mu\\u00e7ulmano. \\u00c9 neste contexto que surge a figura de Afonso Henriques, representado na est\\u00e1tua atr\\u00e1s de si.<\\\/p>\",\"image\":\"wp-content\\\/uploads\\\/2025\\\/03\\\/2.jpeg\",\"thumbnail\":\"\",\"title\":\"02\"}},{\"type\":\"switcher_item\",\"props\":{\"content\":\"<center>\\n\n\n<div class=\\\"audio-player\\\"><audio style=\\\"width: 100%; height: 60px;\\\" id=\\\"myAudio\\\" controls=\\\"controls\\\">\\n<source src=\\\"https:\\\/\\\/castelodesaojorge.pt\\\/audioguias\\\/pt\\\/PT_Castelo S. Jorge_PART_III.mp3\\\" type=\\\"audio\\\/mpeg\\\" \\\/>\\n    Your browser does not support the audio element.\\n    <\\\/audio><\\\/div>\\n<\\\/center>\\n\n\n<h4 style=\\\"text-align: left;\\\">III \\u2013 Pra\\u00e7a d\\u2019Armas - est\\u00e1tua de Afonso Henriques<\\\/h4>\\n\n\n<h4 style=\\\"text-align: left;\\\">Localiza\\u00e7\\u00e3o: Na Pra\\u00e7a d\\u2019Armas volte-se para a est\\u00e1tua de Afonso Henriques<\\\/h4>\\n\n\n<p>Dom Afonso Henriques era filho do Conde Dom Henrique de Borgonha e de Dona Teresa, filha ileg\\u00edtima de Afonso VI, Rei de Le\\u00e3o e Castela. O pai de Dom Afonso Henriques veio para a Pen\\u00ednsula Ib\\u00e9rica combater na \\u201cReconquista Peninsular\\u201d, um processo de tentativa de recupera\\u00e7\\u00e3o de territ\\u00f3rios aos mu\\u00e7ulmanos pelos crist\\u00e3os. Ap\\u00f3s o casamento com Dona Teresa, \\u00e9 atribu\\u00eddo a Dom Henrique o t\\u00edtulo de Conde de Portucale. O Condado Portucalense era um territ\\u00f3rio que se localizava a noroeste da Pen\\u00ednsula Ib\\u00e9rica, correspondendo aproximadamente ao Norte de Portugal, acima da cidade de Coimbra. \\u00c9 neste contexto que nasceria Dom Afonso Henriques, embora n\\u00e3o se saiba ao certo nem a data nem o local de nascimento, mas estima-se que tenha sido entre 1107 e 1109 e, muito provavelmente, no Condado Portucalense.<br \\\/>Com a morte de Dom Henrique, Dona Teresa assume o governo do Condado at\\u00e9 \\u00e0 Batalha de S\\u00e3o Mamede em 1128 onde \\u00e9 derrotada pelo seu filho e alguns nobres portucalenses.<br \\\/>Como data da independ\\u00eancia de Portugal, os historiadores apontam 3 poss\\u00edveis datas:<br \\\/><strong>1139<\\\/strong> - Batalha de Ourique, na qual, segundo a lenda, Dom Afonso Henriques derrota 5 reis mouros, sendo que \\u00e9 mais prov\\u00e1vel ter sido uma escaramu\\u00e7a entre pequenos grupos de cavaleiros, e da qual emerge vitorioso. Ap\\u00f3s a Batalha \\u00e9 aclamado pelos soldados como Rex (a palavra latina para Rei), passando a assinar documenta\\u00e7\\u00e3o com esse t\\u00edtulo.<strong> Claro que para um castelhano tal assinatura n\\u00e3o valia absolutamente nada.<\\\/strong><br \\\/><strong>1143<\\\/strong> \\u2013 A 5 de outubro deste ano, reuniram-se em Zamora, Afonso VII, rei de Le\\u00e3o e o seu primo Afonso Henriques. Daqui resultou um acordo que declarava a paz e punha fim aos conflitos entre os dois territ\\u00f3rios. Afonso VII reconheceu e concedeu o t\\u00edtulo de Rex Portucalensis a Afonso Henriques.<strong> Claro que para um Franco tal tamb\\u00e9m n\\u00e3o significava nada.<\\\/strong><br \\\/><strong>1179<\\\/strong> \\u2013 Bula Manifestis Probatum, assinada a 23 de maio pelo Papa Alexandre III, reconhecendo Afonso Henriques como Rei e Portugal como um reino independente crist\\u00e3o.<strong> A partir deste reconhecimento a independ\\u00eancia de Portugal n\\u00e3o poderia mais ser posta em causa por castelhano ou franco algum.<\\\/strong><\\\/p>\\n\n\n<p>\\u00c0 \\u00e9poca, Coimbra era a cidade mais importante do reino e foi o local onde os ataques foram planeados e onde se reuniram os ex\\u00e9rcitos. De uma destas ofensivas resultariam as conquistas aos mu\\u00e7ulmanos de Santar\\u00e9m e Lisboa.<br \\\/>S\\u00f3 mais tarde, em 1255, no reinado de Afonso III, Lisboa torna-se na cabe\\u00e7a do Reino e o monarca passa a permanecer no Pa\\u00e7o da Alc\\u00e1\\u00e7ova, nossa pr\\u00f3xima paragem.<\\\/p>\",\"image\":\"wp-content\\\/uploads\\\/2025\\\/03\\\/3.jpeg\",\"thumbnail\":\"\",\"title\":\"03\"}},{\"type\":\"switcher_item\",\"props\":{\"content\":\"<center>\\n\n\n<div class=\\\"audio-player\\\"><audio style=\\\"width: 100%; height: 60px;\\\" id=\\\"myAudio\\\" controls=\\\"controls\\\">\\n<source src=\\\"https:\\\/\\\/castelodesaojorge.pt\\\/audioguias\\\/pt\\\/PT_Castelo S. Jorge_PART_IV.mp3\\\" type=\\\"audio\\\/mpeg\\\" \\\/>\\n    Your browser does not support the audio element.\\n    <\\\/audio><\\\/div>\\n<\\\/center>\\n\n\n<h4 style=\\\"text-align: left;\\\">IV \\u2013 Jardim Rom\\u00e2ntico - junto \\u00e0s cisternas<\\\/h4>\\n\n\n<h4><\\\/h4>\\n\n\n<h4 style=\\\"text-align: left;\\\">Orienta\\u00e7\\u00e3o: suba as escadas em dire\\u00e7\\u00e3o ao jardim<br \\\/>Localiza\\u00e7\\u00e3o: paragem, no jardim, ao p\\u00e9 das cisternas<\\\/h4>\\n\n\n<p>Ap\\u00f3s a conquista do Algarve em 1249, Afonso III apercebe-se que necessita de uma nova resid\\u00eancia para governar todo o reino. Lisboa surge como primeira escolha, por v\\u00e1rios motivos: era a maior cidade do territ\\u00f3rio e uma das maiores da pen\\u00ednsula ib\\u00e9rica; em termos geogr\\u00e1ficos estava aproximadamente no centro, era uma cidade pr\\u00f3spera e tinha a sul o imponente estu\\u00e1rio do rio Tejo, cujo seu porto era fundamental tanto a n\\u00edvel mercantil como militar.<br \\\/>O monarca necessitava de uma resid\\u00eancia oficial e permanente, o Pal\\u00e1cio da Alc\\u00e1\\u00e7ova seria o espa\\u00e7o escolhido. A documenta\\u00e7\\u00e3o indica-nos que v\\u00e1rias obras foram realizadas neste per\\u00edodo.<strong>\\u00a0Perguntam ent\\u00e3o agora onde est\\u00e1 esse pal\\u00e1cio? Precisamente onde se encontram. Arrebatador, n\\u00e3o \\u00e9? Na realidade o que est\\u00e3o a ver s\\u00e3o apenas as ru\\u00ednas deste antigo pal\\u00e1cio, destru\\u00eddo, como boa parte da cidade de Lisboa, por um gigantesco terramoto na manh\\u00e3 de 1 de novembro de 1755.<\\\/strong><br \\\/>Acredita-se ainda que neste mesmo espa\\u00e7o, durante o per\\u00edodo isl\\u00e2mico, estaria a resid\\u00eancia do governador da cidade, o Alcaide, at\\u00e9 \\u00e0 conquista de Lisboa em 1147. Bem como, ap\\u00f3s a conquista, os governadores crist\\u00e3os entre esta data e o estabelecimento de Lisboa como cabe\\u00e7a do reino em 1255. S\\u00f3 ap\\u00f3s a constru\\u00e7\\u00e3o do Pa\\u00e7o da Alc\\u00e1\\u00e7ova passa a existir uma resid\\u00eancia oficial do rei. Este pa\\u00e7o foi a resid\\u00eancia oficial dos monarcas portugueses at\\u00e9 finais do s\\u00e9culo XVI. No entanto, em 1505, D. Manuel I foi habitar o rec\\u00e9m-constru\\u00eddo Pa\\u00e7o da Ribeira. Ainda assim, o Pa\\u00e7o da Alc\\u00e1\\u00e7ova manteve o seu estatuto de resid\\u00eancia r\\u00e9gia, recebendo v\\u00e1rias obras de melhoria ao longo do s\\u00e9culo XVI.<br \\\/>Em 1578, a tr\\u00e1gica morte do rei D. Sebasti\\u00e3o em campo de batalha deixou o trono de Portugal vazio. Foi criada uma crise de sucess\\u00e3o e abriu-se caminho para que o rei Filipe II de Espanha reivindicasse a coroa portuguesa. Portugal e Espanha ficaram sob a reg\\u00eancia deste monarca, momento hist\\u00f3rico que se denominou Uni\\u00e3o Ib\\u00e9rica. Nesse tempo, entre 1580 e 1640, fizeram-se obras no espa\\u00e7o do Castelo de S\\u00e3o Jorge, incluindo no Pa\\u00e7o Real da Alc\\u00e1\\u00e7ova, que acabou por ser transformado em pris\\u00e3o e em quartel, fun\\u00e7\\u00f5es que manteve at\\u00e9 ao s\\u00e9culo XX. <br \\\/>A partir dos anos 30 desse s\\u00e9culo, o Estado Novo, o regime pol\\u00edtico de cariz ditatorial, iniciou obras de reintegra\\u00e7\\u00e3o e restauro em diversos espa\\u00e7os hist\\u00f3ricos portugueses, pela m\\u00e3o da Dire\\u00e7\\u00e3o-Geral dos Edif\\u00edcios e Monumentos Nacionais ou mais conhecida por DGEMN. Um dos monumentos intervencionados foi o Castelo de S\\u00e3o Jorge, considerando que a fortifica\\u00e7\\u00e3o medieval se encontrava escondida entre os muros dos quarteis a\\u00ed constru\\u00eddos. Em 1938, a DGEMN iniciou uma s\\u00e9rie de interven\\u00e7\\u00f5es, que inclu\\u00edram a demoli\\u00e7\\u00e3o de constru\\u00e7\\u00f5es recentes e a expropria\\u00e7\\u00e3o de terrenos, de forma a redescobrir o castelo medieval de Lisboa que estava oculto. Com estas obras, restitu\\u00edram a sua fisionomia medieval e devolveram-no \\u00e0 paisagem de Lisboa, apagando os anteriores vest\\u00edgios das casernas do aquartelamento.<\\\/p>\",\"image\":\"wp-content\\\/uploads\\\/2025\\\/03\\\/4.jpeg\",\"thumbnail\":\"\",\"title\":\"04\"}},{\"type\":\"switcher_item\",\"props\":{\"content\":\"<center>\\n\n\n<div class=\\\"audio-player\\\"><audio style=\\\"width: 100%; height: 60px;\\\" id=\\\"myAudio\\\" controls=\\\"controls\\\">\\n<source src=\\\"https:\\\/\\\/castelodesaojorge.pt\\\/audioguias\\\/pt\\\/PT_Castelo S. Jorge_PART_V.mp3\\\" type=\\\"audio\\\/mpeg\\\" \\\/>\\n    Your browser does not support the audio element.\\n    <\\\/audio><\\\/div>\\n<\\\/center>\\n\n\n<h4 style=\\\"text-align: left;\\\">V \\u2013 Ru\\u00ednas da Capela - abside<\\\/h4>\\n\n\n<h4><\\\/h4>\\n\n\n<h4 style=\\\"text-align: left;\\\">Orienta\\u00e7\\u00e3o: caminhe em dire\\u00e7\\u00e3o \\u00e0s ru\\u00ednas da Capela<br \\\/>Localiza\\u00e7\\u00e3o: paragem na abside da Capela<\\\/h4>\\n\n\n<p>Existem documentos que referem a exist\\u00eancia de uma Capela dedicada a S\\u00e3o Miguel, no Pa\\u00e7o Real da Alc\\u00e1\\u00e7ova desde 1299, no reinado de Dom Dinis. Este monarca foi respons\\u00e1vel pela perman\\u00eancia de um capel\\u00e3o perp\\u00e9tuo com a obriga\\u00e7\\u00e3o de celebrar missa diariamente, mesmo quando os reis estivessem ausentes. Nesta Capela r\\u00e9gia, em 1502, por ocasi\\u00e3o do batizado do futuro D. Jo\\u00e3o III, foi encenada a primeira pe\\u00e7a de teatro do dramaturgo Gil Vicente chamada Auto da Visita\\u00e7\\u00e3o ou Mon\\u00f3logo do Vaqueiro. Hoje permanecem apenas alguns vest\\u00edgios das funda\\u00e7\\u00f5es da abside e da nave do templo. Mas, no s\\u00e9culo XVI, segundo as descri\\u00e7\\u00f5es da \\u00e9poca, seria um espa\\u00e7o \\u201cde bom tamanho\\u201d e com decora\\u00e7\\u00e3o sumptuosa em que se inclu\\u00eda um conjunto de tape\\u00e7arias que decoravam as paredes do edif\\u00edcio. Numa delas estaria representado Dom Manuel I em conc\\u00edlio. Existia ainda, uma pintura de S\\u00e3o Miguel Arcanjo a expulsar Luc\\u00edfer descrita como \\u201cobra de mestre\\u201d pelo cardeal Giovanni Battista Venturini, secret\\u00e1rio do representante do Papa, que visitou o Pal\\u00e1cio, em 1571.<\\\/p>\",\"image\":\"wp-content\\\/uploads\\\/2025\\\/03\\\/5.jpeg\",\"thumbnail\":\"\",\"title\":\"05\"}},{\"type\":\"switcher_item\",\"props\":{\"content\":\"<center>\\n\n\n<div class=\\\"audio-player\\\"><audio style=\\\"width: 100%; height: 60px;\\\" id=\\\"myAudio\\\" controls=\\\"controls\\\">\\n<source src=\\\"https:\\\/\\\/castelodesaojorge.pt\\\/audioguias\\\/pt\\\/PT_Castelo S. Jorge_PART_VI.mp3\\\" type=\\\"audio\\\/mpeg\\\" \\\/>\\n    Your browser does not support the audio element.\\n    <\\\/audio><\\\/div>\\n<\\\/center>\\n\n\n<h4 style=\\\"text-align: left;\\\">VI \\u2013 Museu - entrada<bh4><\\\/bh4><\\\/h4>\\n\n\n<h4 style=\\\"text-align: left;\\\">Orienta\\u00e7\\u00e3o: dirija-se para a entrada do museu<br \\\/>Localiza\\u00e7\\u00e3o: paragem em frente \\u00e0 entrada do Museu<\\\/h4>\\n\n\n<p>A grandiosidade dos interiores do Pal\\u00e1cio j\\u00e1 n\\u00e3o vai poder ver, mas confie nas palavras do cardeal Venturini e imagine um grande edif\\u00edcio de pelo menos dois andares, com diversas camaras, antec\\u00e2maras, salas, escadas e varandas. Por fora, este pa\\u00e7o feito de pedra, n\\u00e3o tinha \\u201cforma alguma de arquitetura\\u201d aos olhos deste cardeal, e por dentro era \\u201cmais c\\u00f3modo do que vistoso\\u201d. Ainda assim, havia tape\\u00e7arias de Flandres a decorar os interiores, bem como tecidos bordados a ouro, mobili\\u00e1rio ex\\u00f3tico, pe\\u00e7as de ouro e prata, paredes forradas com tecidos e tetos pintados. <br \\\/>No final da visita, sugerimos que entre no Museu, descubra a cole\\u00e7\\u00e3o que inclui o esp\\u00f3lio que foi recolhido em v\\u00e1rias campanhas arqueol\\u00f3gicas, e observe a representa\\u00e7\\u00e3o de Lisboa e do Pa\\u00e7o Real da Alc\\u00e1\\u00e7ova, na reprodu\\u00e7\\u00e3o da Panor\\u00e2mica de Lisboa, datada do s\\u00e9culo XVI, exposta na Sala Ogival, uma das salas que fazia parte da resid\\u00eancia r\\u00e9gia.<br \\\/><strong>Bom j\\u00e1 fal\\u00e1mos de v\\u00e1rios temas, vamos finalmente ver o que vos trouxe c\\u00e1, o Castelo. Falaremos agora sobre decapita\\u00e7\\u00f5es, setas cravadas, mortes em geral, e conquistemos o castelo.<\\\/strong><\\\/p>\",\"image\":\"wp-content\\\/uploads\\\/2025\\\/03\\\/6.jpeg\",\"thumbnail\":\"\",\"title\":\"06\"}},{\"type\":\"switcher_item\",\"props\":{\"content\":\"<center>\\n\n\n<div class=\\\"audio-player\\\"><audio style=\\\"width: 100%; height: 60px;\\\" id=\\\"myAudio\\\" controls=\\\"controls\\\">\\n<source src=\\\"https:\\\/\\\/castelodesaojorge.pt\\\/audioguias\\\/pt\\\/PT_Castelo S. Jorge_PART_VII.mp3\\\" type=\\\"audio\\\/mpeg\\\" \\\/>\\n    Your browser does not support the audio element.\\n    <\\\/audio><\\\/div>\\n<\\\/center>\\n\n\n<h4 style=\\\"text-align: left;\\\">VII \\u2013 Orienta\\u00e7\\u00e3o: caminhe em dire\\u00e7\\u00e3o ao Castelo<\\\/h4>\\n\n\n<h4><\\\/h4>\\n\n\n<h4 style=\\\"text-align: left;\\\">Localiza\\u00e7\\u00e3o: pare em frente \\u00e0 ponte de pedra<\\\/h4>\\n\n\n<p>Finalmente temos o objetivo \\u00e0 nossa frente. Vamos vestir a pele de um soldado e tentar conquistar o Castelo de S\\u00e3o Jorge. <br \\\/>Mas esperem, antes disso, importa conhecer alguns dados sobre este castelo! Afinal quando foi constru\\u00eddo? Bem, \\u00e9 dif\\u00edcil de responder. Ao que tudo indica, ter\\u00e1 sido levantada uma primeira fortifica\\u00e7\\u00e3o no s\\u00e9culo XI, durante o per\\u00edodo de ocupa\\u00e7\\u00e3o mu\\u00e7ulmana. No entanto, o castelo que vemos hoje \\u00e9 o resultado de v\\u00e1rias interven\\u00e7\\u00f5es feitas ao longo do tempo. A configura\\u00e7\\u00e3o atual est\\u00e1 pr\\u00f3xima de um castelo g\\u00f3tico, resultando provavelmente das obras efetuadas pelos reis D. Afonso III e D. Dinis, nos s\\u00e9culos XIII e XIV. O nosso castelo apresenta caracter\\u00edsticas das fortifica\\u00e7\\u00f5es deste tempo, como o formato em quadrado, a muralha ladeada por v\\u00e1rias torres (neste caso, 11 torres), os caminhos de ronda largos, as duas pra\\u00e7as de armas no interior do castelo, ou a barbac\\u00e3 com um fosso. Voltaremos a todos estes elementos durante a nossa visita. <br \\\/>Agora sim temos tudo o que \\u00e9 preciso! Vamos conquistar o castelo!<br \\\/>A primeira coisa que vos pe\\u00e7o \\u00e9 que ignorem a ponte de pedra e aquele buraco na muralha. Muitos outros castelos tinham entradas colossais. Podemos, nalgumas dessas entradas, encontrar colunas de m\\u00e1rmore, pinturas nas paredes, est\\u00e1tuas ou nichos.<br \\\/>O Castelo de S\\u00e3o Jorge funciona de maneira diferente. N\\u00e3o vamos ver as entradas magn\\u00edficas dos castelos do Vale do Loire, ou os sal\\u00f5es gigantescos dos castelos alem\\u00e3es. O castelo que vamos visitar era apenas uma estrutura defensiva, nunca tendo sido resid\\u00eancia de algu\\u00e9m. No entanto, pode ter existido um espa\\u00e7o de trabalho do governador, tal como a torre \\u00e0 sua frente funcionou, durante a Idade M\\u00e9dia, como Arquivo Real, a chamada Torre do Tombo. O castelo de S\\u00e3o Jorge nunca teve uma fun\\u00e7\\u00e3o palaciana, sendo que apenas era ocupado em caso de perigo iminente. Por isso, a preocupa\\u00e7\\u00e3o com uma entrada vistosa e f\\u00e1cil de identificar aqui n\\u00e3o existe. Pelo contr\\u00e1rio, no Castelo de S\\u00e3o Jorge, a entrada est\\u00e1 escondida e \\u00e9 discreta. <br \\\/>Reparem que a nossa posi\\u00e7\\u00e3o atual n\\u00e3o \\u00e9 a melhor. Defrontamos 3 torres, a muralha principal, a muralha baixa, tamb\\u00e9m chamada de barbac\\u00e3 e, ao longo desta, podemos ver uma s\\u00e9rie de seteiras. H\\u00e1 quatro n\\u00edveis atrav\\u00e9s dos quais, arqueiros e besteiros poderiam fazer mira aos nossos companheiros e a n\\u00f3s pr\\u00f3prios. <br \\\/>Pe\\u00e7o-vos que olhem \\u00e0 vossa esquerda e \\u00e0 vossa direita e que, sem pensar longamente, escolham um caminho.<br \\\/>O caminho da esquerda, para quem est\\u00e1 de frente para o castelo, apresenta uma grande vantagem posicional a quem ataca. Podem ver que o caminho sobe ligeiramente. Do ponto de vista estrat\\u00e9gico, uma posi\\u00e7\\u00e3o mais elevada confere sempre vantagem a quem l\\u00e1 se encontra. Se escolhermos o caminho da direita podemos ver que a descida \\u00e9 acentuada e que nos vamos posicionar cada vez mais baixos em rela\\u00e7\\u00e3o a muros e torres. <br \\\/>Felizmente, qualquer livro de t\\u00e1tica militar cobre a exist\\u00eancia de uma escolha destas. Quando n\\u00e3o h\\u00e1 uma escolha \\u00f3bvia entre dois caminhos, nunca devemos enviar todos os nossos n\\u00fameros por um lado ou pelo outro. Por outras palavras, que poder\\u00e3o j\\u00e1 ter ouvido, \\u201cdividir para reinar\\u201d. O objetivo principal de n\\u00e3o haver uma entrada facilmente identific\\u00e1vel \\u00e9 o de fazer com que quem ataca, tenha de dividir os seus n\\u00fameros. Imaginem que temos connosco um ex\\u00e9rcito de 10 000 soldados, um bom ex\\u00e9rcito \\u00e0 \\u00e9poca, aqui, 5000 iriam para a esquerda e os restantes 5000 para a direita.<br \\\/>O caminho da esquerda, apesar da vantagem de posi\\u00e7\\u00e3o, levar-nos-ia at\\u00e9 uma encosta, n\\u00e3o havendo hip\\u00f3tese de encontrar a entrada do castelo por essa via.<br \\\/>Quais as nossas hip\\u00f3teses?<br \\\/>Podemos tentar escalar os muros; passar por baixo com a abertura de t\\u00faneis; podemos tentar destruir a muralha ou, talvez o mais apelativo para n\\u00f3s hoje, procurar uma entrada. Come\\u00e7ando pelas cordas e escadas. <strong>Nos filmes resulta incrivelmente bem. Os ganchos fixam sempre \\u00e0 primeira e os atacantes sobem as escadas, como se nada fosse, ignorando quem defende ou o peso das armaduras e armas que carregam.<\\\/strong><br \\\/>Esta abordagem nem sempre resulta. Por um lado, uma corda nunca \\u00e9 f\\u00e1cil de trepar, ainda para mais com o peso extra que carregamos, por outro, quem defende pode facilmente repelir o ataque. Seja com flechas e virotes de besta, com pedras atiradas, ou simplesmente cortando cordas ou queimando escadas. A nossa melhor hip\\u00f3tese, caso tent\\u00e1ssemos escalar os muros, seria apanhar os soldados desprevenidos. Como sabemos, as nossas chances de apanhar os defensores de surpresa eram escassas.<br \\\/>Tentar abrir t\\u00faneis era outra hip\\u00f3tese, mas a sua abertura levava muito tempo, havia sempre o risco de algu\\u00e9m fazer o mesmo, mas de dentro para fora, ou do t\\u00fanel ruir. Para piorar, a muralha baixa apresenta uma rampa na sua base, chamada de alambor, que torna a funda\\u00e7\\u00e3o da barbac\\u00e3 ainda mais larga e resistente.<br \\\/>Para piorar toda a situa\\u00e7\\u00e3o, \\u00e0 frente da muralha existe um fosso. O que estamos habituados a ver s\\u00e3o castelos com fossos cheios de \\u00e1gua. No imagin\\u00e1rio das pessoas h\\u00e1 crocodilos a nadar no fosso preparados para comer quem quer que se aproxime da \\u00e1gua. O Castelo de S\\u00e3o Jorge disp\\u00f5e de um fosso, mas o fim para o qual ele foi escavado \\u00e9 capaz de surpreender muita gente. <br \\\/>Sabendo que o nosso caminho at\\u00e9 \\u00e0 entrada \\u00e9 seguindo pela direita, aproveitem estes poucos minutos para pensar no que poderia estar no fosso \\u00e0 nossa espera.<\\\/p>\",\"image\":\"wp-content\\\/uploads\\\/2025\\\/03\\\/7.jpeg\",\"thumbnail\":\"\",\"title\":\"07\"}},{\"type\":\"switcher_item\",\"props\":{\"content\":\"<center>\\n\n\n<div class=\\\"audio-player\\\"><audio style=\\\"width: 100%; height: 60px;\\\" id=\\\"myAudio\\\" controls=\\\"controls\\\">\\n<source src=\\\"https:\\\/\\\/castelodesaojorge.pt\\\/audioguias\\\/pt\\\/PT_Castelo S. Jorge_PART_VIII.mp3\\\" type=\\\"audio\\\/mpeg\\\" \\\/>\\n    Your browser does not support the audio element.\\n    <\\\/audio><\\\/div>\\n<\\\/center>\\n\n\n<h4 style=\\\"text-align: left;\\\">VIII \\u2013 Castelo - ponte de ferro<\\\/h4>\\n\n\n<h4><\\\/h4>\\n\n\n<h4 style=\\\"text-align: left;\\\">Orienta\\u00e7\\u00e3o: caminhe pela direita e contorne o castelo<br \\\/> Localiza\\u00e7\\u00e3o: pare em frente \\u00e0 ponte de ferro<\\\/h4>\\n\n\n<p>Visualizem bem a torre \\u00e0 vossa esquerda, ela ser\\u00e1 o nosso objetivo para hoje. Ao que tudo indica poder\\u00e1 ter sido esta a torre de menagem do Castelo de S\\u00e3o Jorge. Esta torre poderia ser o derradeiro reduto de defesa, e onde se encontraria o estandarte, a bandeira, ou outro s\\u00edmbolo da autoridade. De forma a capturar oficialmente a fortaleza, e em \\u00faltima an\\u00e1lise toda a cidade, teremos de chegar ao topo, tirar a bandeira que l\\u00e1 est\\u00e1 e finalmente hastear a nossa.<br \\\/>A entrada do castelo encontrar-se-ia \\u00e0 nossa frente. Na Idade M\\u00e9dia existiria uma ponte levadi\\u00e7a que, em tempos de guerra poderia ser i\\u00e7ada, n\\u00e3o permitindo a passagem. <br \\\/>Voltando ao fosso, t\\u00eam alguma ideia de como seria? <br \\\/>Fossos com \\u00e1gua s\\u00e3o mais frequentes em zonas com muitos per\\u00edodos de chuva e\\\/ou zonas mais baixas com cursos de \\u00e1gua perto. Aqui, n\\u00e3o reunimos nenhuma destas condi\\u00e7\\u00f5es. Propomos um exerc\\u00edcio de imagina\\u00e7\\u00e3o, \\u00e0 nossa frente, em vez de um fosso com \\u00e1gua, estaria o local onde todos os dejetos dos defensores do castelo eram depositados. O cheiro, o nojo e, mais importante que tudo isto, o risco de dissemina\\u00e7\\u00e3o de doen\\u00e7as era elevado. <br \\\/>J\\u00e1 tent\\u00e1mos passar por cima e por baixo da muralha, resta-nos tentar destruir uma parte ou for\\u00e7ar a abertura dos port\\u00f5es. A arma mais utilizada na \\u00e9poca medieval para abrir buracos em muros ou portas era o ar\\u00edete. Atualmente, a pol\\u00edcia utiliza esta mesma arma. \\u00c0 \\u00e9poca, o ar\\u00edete era um tronco de madeira, afiado numa das pontas ou com uma cabe\\u00e7a de um animal, por norma um carneiro (\\u00e1ries, em latim, da\\u00ed o seu nome), feita em bronze ou ferro, que os soldados balan\\u00e7avam para a frente e para tr\\u00e1s de forma a destruir por repeti\\u00e7\\u00e3o o ponto de impacto.<br \\\/>Infelizmente para n\\u00f3s, este castelo foi concebido para impedir a utiliza\\u00e7\\u00e3o eficaz do ar\\u00edete.<br \\\/>A exist\\u00eancia de um fosso tornava imposs\\u00edvel a aproxima\\u00e7\\u00e3o \\u00e0 porta. <br \\\/>Poder\\u00edamos tentar utilizar o ar\\u00edete para bater no mesmo n\\u00edvel da barbac\\u00e3, mas, a exist\\u00eancia do fosso, uma vez mais, impede a nossa aproxima\\u00e7\\u00e3o. A utiliza\\u00e7\\u00e3o de uma torre de madeira m\\u00f3vel, a chamada torre de assalto, seria praticamente imposs\\u00edvel de a aproximar o suficiente da muralha de forma a permitir a passagem de soldados. <br \\\/><strong>Os fossos n\\u00e3o eram escavados para afogar soldados, mas podiam. A sua principal fun\\u00e7\\u00e3o era a de dificultar ao m\\u00e1ximo aos atacantes a aproxima\\u00e7\\u00e3o de armas de cerco.<\\\/strong><br \\\/>Outras armas de cerco que se poderiam usar eram as catapultas e os trabucos. <strong>Nos filmes, estas armas, acertam sempre no alvo e destroem-no como se fosse feito de cart\\u00e3o.<\\\/strong> <br \\\/>Na realidade, catapultas e trabucos apresentavam grandes dificuldades \\u00e0 sua efic\\u00e1cia.<br \\\/>Ao utilizarmos uma catapulta, temos de ter em considera\\u00e7\\u00e3o a dist\\u00e2ncia entre a nossa posi\\u00e7\\u00e3o e o alvo. O tamanho do proj\\u00e9til, o seu peso, a sua forma, a dire\\u00e7\\u00e3o e velocidade do vento, a humidade do ar, o material de que s\\u00e3o feitas as cordas e a tens\\u00e3o que lhes \\u00e9 dada, fazem com que se tornasse dif\\u00edcil fazer pontaria com este tipo de armas. <br \\\/>No entanto, a utiliza\\u00e7\\u00e3o de pedras contra este muro era um enorme desperd\\u00edcio de recursos. Em alguns casos as catapultas e trabucos foram utilizadas para disparar outras coisas. Corpos, inteiros ou despeda\\u00e7ados, saud\\u00e1veis ou em decomposi\\u00e7\\u00e3o eram muni\\u00e7\\u00f5es reais. O objetivo n\\u00e3o era o de destruir muros ou matar algu\\u00e9m, catapultas e trabucos eram tamb\\u00e9m armas de guerra psicol\\u00f3gica e biol\\u00f3gica. <br \\\/>Se nos pusermos no papel de algu\\u00e9m que defende o castelo e nos v\\u00edssemos nesta posi\\u00e7\\u00e3o a nossa moral, invariavelmente, iria ser abalada. O objetivo desta guerra psicol\\u00f3gica \\u00e9 o de fazer com que alguns dos defensores se rendam. \\u00c9 muito complicado para qualquer pessoa, bombardeada durante horas, dias, ou \\u00e0s vezes at\\u00e9 semanas n\\u00e3o considerar, nem que seja momentaneamente, uma rendi\\u00e7\\u00e3o.<\\\/p>\",\"image\":\"wp-content\\\/uploads\\\/2025\\\/03\\\/8.jpg\",\"thumbnail\":\"\",\"title\":\"08\"}},{\"type\":\"switcher_item\",\"props\":{\"content\":\"<center>\\n\n\n<div class=\\\"audio-player\\\"><audio style=\\\"width: 100%; height: 60px;\\\" id=\\\"myAudio\\\" controls=\\\"controls\\\">\\n<source src=\\\"https:\\\/\\\/castelodesaojorge.pt\\\/audioguias\\\/pt\\\/PT_Castelo S. 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Temos de continuar a procurar a entrada do castelo.<br \\\/>Estamos num espa\\u00e7o muito estreito e esta falta de espa\\u00e7o nota-se ainda mais se estivermos a falar de grandes grupos de pessoas. A entrada est\\u00e1 concebida para for\\u00e7ar quem ataca a uma escolha, de prefer\\u00eancia errada. \\u00c0 primeira vista ter\\u00edamos novamente uma escolha de 50\\\/50 entre o caminho da esquerda e o da direita. Podemos pensar que, estando entre os primeiros a entrar, temos a vantagem de algum tempo para pensar qual o rumo, mas n\\u00e3o. N\\u00e3o s\\u00f3 os atiradores inimigos, estacionados no topo das torres e da muralha principal tinham possibilidade de tiro direto contra n\\u00f3s, como os nossos pr\\u00f3prios companheiros representariam um perigo real. Se o soldado \\u00e0 frente ficar muito tempo parado tentando perceber qual o melhor caminho a seguir, n\\u00f3s vamos tentar apressar a decis\\u00e3o.<br \\\/>Voltando \\u00e0 nossa escolha, por favor, olhem \\u00e0 vossa esquerda e \\u00e0 vossa direita. Algum caminho que vos pare\\u00e7a mais f\\u00e1cil de seguir e por onde possamos avan\\u00e7ar? Mais uma vez n\\u00e3o \\u00e9 uma decis\\u00e3o \\u00f3bvia. <br \\\/>Reparem que o caminho da esquerda \\u00e9 mais curto e vai-se tornando cada vez mais estreito \\u00e0 medida que avan\\u00e7a. Se por um lado temos de andar menos at\\u00e9 chegarmos ao fim do mesmo, por outro, o n\\u00famero de soldados que nos pode acompanhar \\u00e9 reduzido. O lado direito \\u00e9 o oposto, n\\u00e3o s\\u00f3 podemos ver que \\u00e9 mais longo, mas tamb\\u00e9m que alarga \\u00e0 medida que avan\\u00e7amos. Podemos levar mais soldados connosco e, com mais espa\\u00e7o, h\\u00e1 mais hip\\u00f3tese de a entrada estar algures no muro deste lado. Sem mais nenhuma informa\\u00e7\\u00e3o, estar\\u00edamos tentados a seguir o caminho da direita, mas, h\\u00e1 mais fatores a ter em considera\\u00e7\\u00e3o.<br \\\/>A maior parte da popula\\u00e7\\u00e3o mundial \\u00e9 destra, utiliza maioritariamente a m\\u00e3o direita. A possibilidade de haver algum esquerdino num ex\\u00e9rcito crist\\u00e3o em per\\u00edodo medieval era muito reduzida. Tendo isto em considera\\u00e7\\u00e3o, muitas armadilhas e posi\\u00e7\\u00f5es de vantagem foram concebidas de forma a retirar toda e qualquer vantagem a quem empunhasse a espada com a m\\u00e3o direita. <br \\\/>Partindo deste princ\\u00edpio vamos assumir que todos os 5000 soldados que connosco passaram a ponte s\\u00e3o destros e utilizam a arma na m\\u00e3o direita e a prote\\u00e7\\u00e3o no bra\\u00e7o\\\/m\\u00e3o esquerdo. Se seguirmos pelo caminho da direita podemos levantar o escudo para proteger a cabe\\u00e7a de quase tudo o que contra n\\u00f3s fosse atirado. Se, pelo contr\\u00e1rio, escolhermos o caminho da esquerda, o nosso flanco direito est\\u00e1 completamente exposto, dado que a nossa arma pouca prote\\u00e7\\u00e3o pode oferecer. <br \\\/>Tudo isto considerado, o lado direito apresenta uma clara vantagem, mas, se tivermos em considera\\u00e7\\u00e3o o princ\\u00edpio seguido anteriormente, devemos dividir o grupo. <strong>\\u00a0\\u2013 Dentro da divis\\u00e3o, eu escolheria ir no grupo da esquerda.<\\\/strong><br \\\/>Aqueles que escolheram seguir o caminho mais l\\u00f3gico e foram pela direita iriam muito em breve descobrir que era um beco sem sa\\u00edda <strong>e podem dar por terminada a visita.<\\\/strong> <br \\\/>Temos no nosso imagin\\u00e1rio que todos os defensores poderiam despejar largos caldeir\\u00f5es de \\u00e1gua ou azeite a ferver nas cabe\\u00e7as de quem, em baixo, desespera por n\\u00e3o poder avan\\u00e7ar ou recuar. \\u00c1gua o castelo n\\u00e3o disp\\u00f5e em quantidade abundante e azeite era demasiado caro para desperdi\\u00e7ar desta maneira. Nalguns casos, era utilizado algo diferente.<strong> \\u2013 Algo quase infinito no planeta terra, que podem obter quase sempre gratuitamente, que vos pode dar boas sensa\\u00e7\\u00f5es e mem\\u00f3rias, e que todos j\\u00e1 tocaram ou viram. Areia. \\u2013 Areia a ferver aquecida em caldeir\\u00f5es ao lume.<\\\/strong><br \\\/>Porque \\u00e9 que a areia pode ser t\\u00e3o devastadora neste caso? Imaginem que, olham para cima, veem onde est\\u00e3o posicionados os atiradores inimigos? Um gr\\u00e3o de areia incandescente pode facilmente causar graves danos no olho. Se estiverem a utilizar uma cota de an\\u00e9is met\\u00e1licos, a areia vai penetrar nos espa\\u00e7os vazios dos an\\u00e9is. Se estiverem a utilizar uma armadura fechada, o calor da areia vai ser transferido para o metal que vos protege. O mesmo se passa com elmos de metal. Todo o metal que nos protege dos proj\\u00e9teis inimigos vai fazer com que fiquemos queimados dentro das nossas prote\\u00e7\\u00f5es. <strong>\\u00a0\\u2013 Sabem quantos filmes representam areia a ser utilizada desta forma? Zero, agora sabem defender a vossa casa gratuitamente.<\\\/strong><\\\/p>\",\"image\":\"wp-content\\\/uploads\\\/2025\\\/03\\\/9.jpg\",\"thumbnail\":\"\",\"title\":\"09\"}},{\"type\":\"switcher_item\",\"props\":{\"content\":\"<center>\\n\n\n<div class=\\\"audio-player\\\"><audio style=\\\"width: 100%; height: 60px;\\\" id=\\\"myAudio\\\" controls=\\\"controls\\\">\\n<source src=\\\"https:\\\/\\\/castelodesaojorge.pt\\\/audioguias\\\/pt\\\/PT_Castelo S. Jorge_PART_X.mp3\\\" type=\\\"audio\\\/mpeg\\\" \\\/>\\n    Your browser does not support the audio element.\\n    <\\\/audio><\\\/div>\\n<\\\/center>\\n\n\n<h4 style=\\\"text-align: left;\\\">X \\u2013 Castelo \\u2013 entre muralhas em frente \\u00e0 porta<br \\\/>Orienta\\u00e7\\u00e3o: sigam pela esquerda, contornem a muralha \\u00e0 direita e parem em frente \\u00e0 porta<br \\\/>Localiza\\u00e7\\u00e3o: entre muralhas em frente \\u00e0 porta<\\\/h4>\\n\n\n<p><strong>Chegados a este ponto, hoje, t\\u00eam um mapa da fortaleza \\u00e0 vossa frente, portanto aproveitem para o memorizar ou fotografar caso precisem dele mais tarde. Como veem, teria sido muito mais simples termos seguido logo pela ponte de pedra (e poupado v\\u00e1rios minutos deste \\u00e1udio), mas ela n\\u00e3o existia. E, ao contr\\u00e1rio do que parecia, n\\u00e3o estamos propriamente no interior da fortaleza.<\\\/strong><br \\\/>\\u00c0 nossa frente encontra-se uma enorme porta que, num confronto, estaria fechada. Questionam-se agora: Como destru\\u00edmos tal barreira? Com um ar\\u00edete? \\u00c9 que o ariete ficou no exterior do castelo. Recuper\\u00e1-lo implicaria recuar, tentar passar o ariete entre as muralhas, na passagem em cotovelo e traz\\u00ea-lo at\\u00e9 aqui. Tudo isto, enquanto l\\u00e1 de cima chovem projeteis sobre as nossas cabe\\u00e7as.<br \\\/>Mesmo que tenhamos alcan\\u00e7ado tal fa\\u00e7anha, lembrem-se que o castelo \\u00e9 constru\\u00eddo de forma a tornar cada progress\\u00e3o numa tarefa quase imposs\\u00edvel. Olhem com aten\\u00e7\\u00e3o para a torre \\u00e0 vossa esquerda. A sua constru\\u00e7\\u00e3o em \\u00e2ngulo impede o uso do ariete numa posi\\u00e7\\u00e3o frontal. Ou seja, a \\u00fanica forma poss\\u00edvel de o usar seria na diagonal, fazendo com que o impacto fosse muito menor. Recorram, ent\\u00e3o, ao que tiverem \\u00e0 m\\u00e3o, machados, pedras, espadas, o que for preciso at\\u00e9 conseguirem derrubar a porta, debaixo duma chuva de projeteis.<br \\\/>Imaginemos que conseguimos finalmente destruir esta porta. Se pensavam que agora estariam a salvo, a primeira vis\\u00e3o que t\\u00eam s\\u00e3o duas seteiras, sendo recebidos por uma chuva de setas e virotes de besta. Levantem agora os vossos escudos, protejam-se e vamos descobrir o que nos espera em seguida.<\\\/p>\",\"image\":\"wp-content\\\/uploads\\\/2025\\\/03\\\/10.jpeg\",\"thumbnail\":\"\",\"title\":\"10\"}},{\"type\":\"switcher_item\",\"props\":{\"content\":\"<center>\\n\n\n<div class=\\\"audio-player\\\"><audio style=\\\"width: 100%; height: 60px;\\\" id=\\\"myAudio\\\" controls=\\\"controls\\\">\\n<source src=\\\"https:\\\/\\\/castelodesaojorge.pt\\\/audioguias\\\/pt\\\/PT_Castelo S. Jorge_PART_XI.mp3\\\" type=\\\"audio\\\/mpeg\\\" \\\/>\\n    Your browser does not support the audio element.\\n    <\\\/audio><\\\/div>\\n<\\\/center>\\n\n\n<h4 style=\\\"text-align: left;\\\">XI \\u2013 Castelo \\u2013 entrada\n\n<h4 \\\/>\n\n<h4 style=\\\"text-align: left;\\\">Orienta\\u00e7\\u00e3o: atravesse a porta e vire \\u00e0 esquerda<br \\\/>Localiza\\u00e7\\u00e3o: pare em frente \\u00e0 entrada<\\\/h4>\\n\n\n<p>Bem-vindos \\u00e0 zona que qualquer atacante desejaria evitar a todo o custo. Se olharem \\u00e0 vossa volta v\\u00e3o ver um espa\\u00e7o afundado no meio de altas muralhas. Podem imaginar que besteiros e arqueiros fariam a vida miser\\u00e1vel a quem tivesse de se defender nesta posi\\u00e7\\u00e3o. Aqui em baixo, rodeados em 360\\u00ba, n\\u00e3o temos s\\u00edtio onde possamos proteger-nos eficazmente. A nossa \\u00fanica op\\u00e7\\u00e3o enquanto atacantes \\u00e9 deitar abaixo o mais rapidamente poss\\u00edvel a porta e avan\\u00e7ar no espa\\u00e7o. <br \\\/>Conseguimos ver que existiu aqui uma porta pelos buracos nas paredes laterais, que serviriam para que grossas traves de madeira a trancassem. A oeste, v\\u00ea-se outra abertura na muralha, que foi feita durante o tempo de funcionamento de quarteis no Castelo de S\\u00e3o Jorge. Portanto, n\\u00e3o existia na \\u00e9poca medieval. Vamos esquecer que ali est\\u00e1! <br \\\/>Se \\u00e0 primeira vista, a nossa posi\\u00e7\\u00e3o n\\u00e3o \\u00e9 agrad\\u00e1vel, vai piorar bastante, porque mais uma vez, em frente \\u00e0 porta, vemos que a muralha recua. Qual o objetivo desta muralha?<br \\\/>O facto desta muralha estar saliente no sentido da porta faz com que armas de cerco, principalmente o ariete, tenham, uma vez mais, pouco ou nenhum espa\\u00e7o de manobra. <br \\\/>Apesar deste ch\\u00e3o ter sido colocado em per\\u00edodos muito mais recentes da hist\\u00f3ria do castelo e, n\\u00e3o ser por isso, o original, podemos ver que \\u00e9 inclinado. Alguns castelos preocupavam-se n\\u00e3o s\\u00f3 com a defesa f\\u00edsica dos espa\\u00e7os, como pudemos ver com a torre, mas tamb\\u00e9m com a quest\\u00e3o da moral dos soldados. <br \\\/>Se imaginarem que ainda temos connosco os 2500 soldados que escolheram os caminhos de forma correta, este espa\\u00e7o n\\u00e3o tem capacidade para todos eles ao mesmo tempo. Mais uma vez o grupo partir-se-ia, embora desta vez n\\u00e3o houvesse qualquer escolha envolvida. Podemos imaginar que aqui est\\u00e3o 50\\\/60 soldados e, os restantes, estar\\u00e3o nos espa\\u00e7os anteriores. At\\u00e9 conseguirem dobrar a curva da torre, estes soldados n\\u00e3o conseguem ver aquilo que ir\\u00e3o enfrentar muito em breve. O \\u00e2ngulo de 90\\u00ba da torre impede que haja comunica\\u00e7\\u00e3o visual entre os grupos. <br \\\/>Enquanto os soldados que se encontram a tentar derrubar a porta s\\u00e3o massacrados, o restante ex\\u00e9rcito n\\u00e3o o consegue ver. O que acham que acontece aos corpos dos soldados mortos ou demasiado feridos para continuar o combate? Provavelmente ficariam neste espa\\u00e7o at\\u00e9 ao final do dia de combate, o ch\\u00e3o n\\u00e3o \\u00e9 inclinado o suficiente para fazer com que um corpo role sobre si mesmo. O problema est\\u00e1 no sangue que estes corpos perderiam e que, devido \\u00e0 suave inclina\\u00e7\\u00e3o do ch\\u00e3o, fluiria constantemente na dire\\u00e7\\u00e3o dos nossos soldados \\u00e0 espera atr\\u00e1s da torre. <br \\\/>Estes soldados sentiriam o cheiro a sangue escorrer na sua dire\\u00e7\\u00e3o e ouviriam os gritos dos seus companheiros a lutar e a serem massacrados, tudo isto sem saberem qual a origem desta situa\\u00e7\\u00e3o.<br \\\/>Podemos pensar que tudo isto \\u00e9 violento e que, nos dias que correm, nada disto se aplica. Quando vemos um filme de terror, em muitos casos, a pior parte do filme n\\u00e3o \\u00e9 quando o monstro ou o esp\\u00edrito se revela. \\u00c9 sabermos que h\\u00e1 algo no escuro que n\\u00e3o conseguimos identificar ou ver. A antecipa\\u00e7\\u00e3o do momento \\u00e9 capaz de fazer com que a nossa imagina\\u00e7\\u00e3o nos pregue partidas. Este espa\\u00e7o consegue exatamente esse mesmo efeito conjugando uma armadilha f\\u00edsica com uma armadilha psicol\\u00f3gica.<\\\/p>\",\"image\":\"wp-content\\\/uploads\\\/2025\\\/03\\\/11.jpeg\",\"thumbnail\":\"\",\"title\":\"11\"}},{\"type\":\"switcher_item\",\"props\":{\"content\":\"<center>\\n\n\n<div class=\\\"audio-player\\\"><audio style=\\\"width: 100%; height: 60px;\\\" id=\\\"myAudio\\\" controls=\\\"controls\\\">\\n<source src=\\\"https:\\\/\\\/castelodesaojorge.pt\\\/audioguias\\\/pt\\\/PT_Castelo S. Jorge_PART_XII.mp3\\\" type=\\\"audio\\\/mpeg\\\" \\\/>\\n    Your browser does not support the audio element.\\n    <\\\/audio><\\\/div>\\n<\\\/center>\\n\n\n<h4 style=\\\"text-align: left;\\\">XII \\u2013 Castelo \\u2013 primeira Pra\\u00e7a de Armas<bh4><\\\/bh4><\\\/h4>\\n\n\n<h4 style=\\\"text-align: left;\\\">Orienta\\u00e7\\u00e3o: atravesse a porta, caminhe em frente, enquanto ouve e vire \\u00e0 esquerda<\\\/h4>\\n\n\n<p>Passamos finalmente a porta e podemos relaxar um pouco. Temos mais espa\\u00e7o para nos reunirmos com os nossos companheiros e uma nova oportunidade para planear o pr\\u00f3ximo passo. Esta sensa\\u00e7\\u00e3o de seguran\\u00e7a \\u00e9 falsa. Podem ver que, n\\u00e3o s\\u00f3 continuamos cercados a toda a volta, mas, se esquecermos a escadaria \\u00e0 direita, as \\u00e1rvores e aquela pequena estrutura de arrumos junto aos muros (porque nada disto existia), n\\u00e3o temos qualquer acesso ao topo das muralhas.<br \\\/>J\\u00e1 vimos que cordas e escadas n\\u00e3o s\\u00e3o uma solu\\u00e7\\u00e3o garante de sucesso e, desta vez, n\\u00e3o temos uma escolha de 50\\\/50, de facto, n\\u00e3o temos escolha nenhuma. Este espa\\u00e7o, mais uma vez afundado no meio de altos muros, parece n\\u00e3o ter sa\\u00edda. <br \\\/>A meio deste muro \\u00e0 nossa esquerda, podem ver que h\\u00e1 uma torre. Ao contr\\u00e1rio de outras torres, cujas fun\\u00e7\\u00f5es s\\u00e3o conhecidas, esta \\u00e9 um quebra-cabe\\u00e7as. Em termos de posi\\u00e7\\u00e3o defensiva ela pouco acrescenta \\u00e0 primeira vista, no entanto, \\u00e9 gra\\u00e7as a ela que a porta de acesso \\u00e0 \\u00e1rea mais restrita do castelo, se encontra escondida. Pela primeira vez, a \\u00fanica forma de prosseguir, n\\u00e3o passa por uma escolha de esquerda ou direita, mas sim, seguir apenas em frente.<br \\\/>Por tr\\u00e1s da torre podemos ver o local onde em tempos existiu uma porta e, por tr\\u00e1s do arco, vemos uma vez mais buracos na parede para que novas traves de madeira pudessem servir de tranca. <strong>\\u2013 Tenho mais uma armadilha para vos mostrar, e esta pode ser perigosa, mesmo nos dias de hoje.<\\\/strong><\\\/p>\",\"image\":\"wp-content\\\/uploads\\\/2025\\\/03\\\/12.jpeg\",\"thumbnail\":\"\",\"title\":\"12\"}},{\"type\":\"switcher_item\",\"props\":{\"content\":\"<center>\\n\n\n<div class=\\\"audio-player\\\"><audio style=\\\"width: 100%; height: 60px;\\\" id=\\\"myAudio\\\" controls=\\\"controls\\\">\\n<source src=\\\"https:\\\/\\\/castelodesaojorge.pt\\\/audioguias\\\/pt\\\/PT_Castelo S. 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N\\u00e3o se esque\\u00e7am que a altura mais prop\\u00edcia a um ataque era durante a primavera e o ver\\u00e3o.<\\\/strong><br \\\/>Certamente existiu em tempos um silo, para armazenamento de cereal o que poderia ser essencial, tal como a cisterna, se os combates se prolongassem no tempo.<br \\\/>Podemos ver ainda aqui a exist\\u00eancia de uma pequena porta no muro, a porta da trai\\u00e7\\u00e3o. Esta porta poderia servir para o envio de mensageiros, ataques surpresa para o exterior, a fuga em caso de necessidade ou ainda, <strong>tal como o nome diz, trai\\u00e7\\u00e3o, para a entrada dos amantes.<\\\/strong><br \\\/>Mas, voltando \\u00e0 perspetiva dos atacantes, podem ver que continuamos com muralhas a toda a volta. \\u00c9 neste mesmo espa\\u00e7o que podemos observar a escadaria de acesso ao topo da muralha. Esta escadaria representa um obst\\u00e1culo maior do que aparenta. Em primeiro lugar podemos esquecer a exist\\u00eancia do corrim\\u00e3o, o que faria a escada bem menos segura nos dias que correm <strong>para n\\u00e3o dizer ilegal.<\\\/strong> Se se lembrarem que a maioria de n\\u00f3s somos destros e, como tal, temos a arma na m\\u00e3o direita, o facto de termos o muro \\u00e0 nossa direita faz com que n\\u00e3o tenhamos espa\\u00e7o para lutar, conferindo, uma grande vantagem a quem defende. A outra \\u00e9 que se encontram num ponto mais elevado em rela\\u00e7\\u00e3o a n\\u00f3s. <br \\\/>Se estiv\\u00e9ssemos a atacar, provavelmente esta seria a primeira vez que v\\u00edamos a escada, pelo que n\\u00e3o a conhecer\\u00edamos. <strong>Uma coisa s\\u00e3o as escadas de hoje, com o tamanho dos degraus regulamentado, mas quando estas foram feitas n\\u00e3o havia fiscal de obra. <\\\/strong><br \\\/><strong>Se olharem com muita aten\\u00e7\\u00e3o para cada degrau individualmente, v\\u00e3o ver que todos eles s\\u00e3o diferentes do anterior e do pr\\u00f3ximo. Se esta assimetria foi propositada n\\u00e3o sabemos, mas que dificulta a subida para quem vem carregado com equipamento de combate, dificulta! Uma simples escadaria pode rapidamente tornar-se um pesadelo.<\\\/strong><\\\/p>\",\"image\":\"wp-content\\\/uploads\\\/2025\\\/03\\\/13.jpg\",\"thumbnail\":\"\",\"title\":\"13\"}},{\"type\":\"switcher_item\",\"props\":{\"content\":\"<center>\\n\n\n<div class=\\\"audio-player\\\"><audio style=\\\"width: 100%; height: 60px;\\\" id=\\\"myAudio\\\" controls=\\\"controls\\\">\\n<source src=\\\"https:\\\/\\\/castelodesaojorge.pt\\\/audioguias\\\/pt\\\/PT_Castelo S. 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Vamos finalmente conquistar este castelo!\\u201d<\\\/p>\",\"image\":\"wp-content\\\/uploads\\\/2025\\\/03\\\/14.jpg\",\"thumbnail\":\"\",\"title\":\"14\"}},{\"type\":\"switcher_item\",\"props\":{\"content\":\"<center>\\n\n\n<div class=\\\"audio-player\\\"><audio style=\\\"width: 100%; height: 60px;\\\" id=\\\"myAudio\\\" controls=\\\"controls\\\">\\n<source src=\\\"https:\\\/\\\/castelodesaojorge.pt\\\/audioguias\\\/pt\\\/PT_Castelo S. 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T\\u00eam de o trepar, caminhar sobre o seu corpo e at\\u00e9 escorregar no seu sangue e nas suas entranhas.<\\\/strong><br \\\/>Mas, pior que tudo isto, est\\u00e3o neste momento a ouvir gritos de guerra dos nossos \\u00faltimos oponentes. Ser\\u00e3o neste momento apenas alguns; 15, 20, 25 homens est\\u00e3o \\u00e0 nossa espera. Mas se estes homens ainda est\\u00e3o vivos, e est\\u00e3o nesta torre a guardar a bandeira, que tipo de guerreiros ser\\u00e3o? Garanto-vos, s\\u00e3o os melhores! S\\u00e3o \\u201ca elite\\u201d! Homens cuja fun\\u00e7\\u00e3o e tarefa praticamente desde o momento em que come\\u00e7aram a andar, foi apenas uma; aprender a lutar e a matar. S\\u00e3o \\u201cm\\u00e1quinas de guerra\\u201d perfeitas.<strong>\\u00a0Mas bom, como esta explica\\u00e7\\u00e3o ter\\u00e1 eventualmente de acabar, portanto imaginem uma vez mais que os matamos a todos e subimos agora ao topo da torre.<\\\/strong><\\\/p>\",\"image\":\"wp-content\\\/uploads\\\/2025\\\/03\\\/15.jpg\",\"thumbnail\":\"\",\"title\":\"15\"}},{\"type\":\"switcher_item\",\"props\":{\"content\":\"<center>\\n\n\n<div class=\\\"audio-player\\\"><audio style=\\\"width: 100%; height: 60px;\\\" id=\\\"myAudio\\\" controls=\\\"controls\\\">\\n<source src=\\\"https:\\\/\\\/castelodesaojorge.pt\\\/audioguias\\\/pt\\\/PT_Castelo S. 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Veem a bandeira imagin\\u00e1ria, e substituem-na pela vossa, hasteando-a o mais alto poss\\u00edvel. Para qu\\u00ea? Para que todos os homens que ainda lutam pela cidade se apercebam que o Castelo foi conquistado! Como tal dou-vos os parab\\u00e9ns, conseguiram conquistar o Castelo de S\\u00e3o Jorge! E porque vos estou a felicitar? Porque fizeram algo que nunca ningu\\u00e9m fez!<\\\/p>\",\"image\":\"wp-content\\\/uploads\\\/2025\\\/03\\\/16.jpeg\",\"thumbnail\":\"\",\"title\":\"16\"}},{\"type\":\"switcher_item\",\"props\":{\"content\":\"<center>\\n\n\n<div class=\\\"audio-player\\\"><audio style=\\\"width: 100%; height: 60px;\\\" id=\\\"myAudio\\\" controls=\\\"controls\\\">\\n<source src=\\\"https:\\\/\\\/castelodesaojorge.pt\\\/audioguias\\\/pt\\\/PT_Castelo S. Jorge_PART_XVII.mp3\\\" type=\\\"audio\\\/mpeg\\\" \\\/>\\n    Your browser does not support the audio element.\\n    <\\\/audio><\\\/div>\\n<\\\/center>\\n\n\n<h4 style=\\\"text-align: left;\\\">XVII - O Castelo foi conquistado<\\\/h4>\\n\n\n<p>Em boa verdade, o Castelo foi conquistado, mas n\\u00e3o desta forma.<br \\\/>Em 1147, Lisboa estava sob o dom\\u00ednio mu\\u00e7ulmano. \\u00c0 \\u00e9poca, chamada de Al-Ushbuna, era uma cidade que se estendia sobre esta colina at\\u00e9 ao rio Tejo, e rodeada por muralhas.<br \\\/>Nesse ano, Dom Afonso Henriques, primeiro rei de Portugal, com a ajuda dos cruzados, cercou a cidade. <br \\\/>Contingentes anglo-normandos ocuparam a zona ocidental da cidade, atualmente a zona do Chiado; portugueses e francos bloquearam a zona norte, na colina da Gra\\u00e7a; o acampamento germano e flamengo, estacionou na zona oriental da cidade, local onde viria a ser constru\\u00eddo o mosteiro de S\\u00e3o Vicente de Fora e, por \\u00faltimo, um contingente italiano, menos expressivo, mantinha o rio vigiado. Ap\\u00f3s quase 4 meses de cerco, os mu\\u00e7ulmanos, por falta de mantimentos e sem esperan\\u00e7a de ajuda externa, renderam-se \\u00e0s for\\u00e7as Crist\\u00e3s e a Dom Afonso Henriques, que entrou na cidade a 25 de outubro de 1147, e veio ao Castelo hastear a sua bandeira. <br \\\/>Por \\u00faltimo, n\\u00e3o podemos pensar que um cerco \\u00e9 uma garantia de sucesso. Em 1384, quando Lisboa esteve sitiada durante v\\u00e1rios meses pelas tropas castelhanas, os defensores da cidade resistiram, mas, verdade seja dita, com uma pequena ajuda. Neste ano, houve um surto de peste e, tamb\\u00e9m por isso, o cerco foi levantado. <\\\/p>\",\"image\":\"wp-content\\\/uploads\\\/2025\\\/03\\\/17.jpg\",\"thumbnail\":\"\",\"title\":\"17\"}},{\"type\":\"switcher_item\",\"props\":{\"content\":\"<center>\\n\n\n<div class=\\\"audio-player\\\"><audio style=\\\"width: 100%; height: 60px;\\\" id=\\\"myAudio\\\" controls=\\\"controls\\\">\\n<source src=\\\"https:\\\/\\\/castelodesaojorge.pt\\\/audioguias\\\/pt\\\/PT_Castelo S. Jorge_PART_XVIII.mp3\\\" type=\\\"audio\\\/mpeg\\\" \\\/>\\n    Your browser does not support the audio element.\\n    <\\\/audio><\\\/div>\\n<\\\/center>\\n\n\n<h4 style=\\\"text-align: left;\\\">XVIII \\u2013 Fim da aventura<\\\/h4>\\n\n\n<p><strong>Cheg\\u00e1mos ent\\u00e3o ao fim da nossa aventura. N\\u00e3o esperamos que, daqui a uns meses ou anos, se recordem em que ano se travou a batalha de Guadalete (711), mas, quando visitarem outras fortifica\\u00e7\\u00f5es, que se lembrem das dificuldades que aqui passaram e nunca se esque\\u00e7am \\u2013 <\\\/strong><br \\\/><strong>Um castelo \\u00e9 constru\\u00eddo para n\\u00e3o ser conquistado! At\\u00e9 sempre, soldado!<\\\/strong><\\\/p>\",\"image\":\"wp-content\\\/uploads\\\/2025\\\/03\\\/18.jpg\",\"thumbnail\":\"\",\"title\":\"18\"}}]}]}]}]}],\"version\":\"3.0.18\"} --><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Audioguias \/ Portugu\u00eas 01 Your browser does not support the audio element. I \u2013 Pra\u00e7a d&#8217;Armas &#8211; miradouro Bem-vindo ao Castelo de S\u00e3o Jorge soldado!Orienta\u00e7\u00e3o: Entre no Castelo e siga sempre em frenteLocaliza\u00e7\u00e3o: Na Pra\u00e7a d\u2019Armas, aproxime-se do miradouro tendo o rio e a ponte \u00e0 sua frente Lisboa \u00e9 uma cidade cuja funda\u00e7\u00e3o pode [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"parent":0,"menu_order":6,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","template":"","meta":{"footnotes":""},"class_list":["post-4","page","type-page","status-publish","hentry"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/castelodesaojorge.pt\/audioguias\/site\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/pages\/4","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/castelodesaojorge.pt\/audioguias\/site\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/pages"}],"about":[{"href":"https:\/\/castelodesaojorge.pt\/audioguias\/site\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/page"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/castelodesaojorge.pt\/audioguias\/site\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/castelodesaojorge.pt\/audioguias\/site\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=4"}],"version-history":[{"count":226,"href":"https:\/\/castelodesaojorge.pt\/audioguias\/site\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/pages\/4\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":18870,"href":"https:\/\/castelodesaojorge.pt\/audioguias\/site\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/pages\/4\/revisions\/18870"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/castelodesaojorge.pt\/audioguias\/site\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=4"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}