Conferência – D. Manuel I e o Paço da Alcáçova de Lisboa

© Castelo de S.Jorge

O Paço da Alcáçova foi a residência dos reis de Portugal durante séculos, aquando das suas estadas em Lisboa e D. João I escolheu-o para terminar os seus dias. Nas últimas décadas do século XV, Lisboa foi fustigada por muitos surtos de peste e a corte pousou pouco na cidade, mas no final de 1497 a epidemia acalmou e D. Manuel I mudou-se prestes.

Convocara as cortes para se reunirem em Évora no início de 1498, mas a reunião foi transferida para Lisboa. Durante os sete anos seguintes, o rei residiu predominantemente em Lisboa e a sua residência principal foi a Alcáçova, apesar de os paços de Santos e de Sintra serem usados com alguma frequência. Foi na Alcáçova que se celebraram festas deslumbrantes e que nasceram o príncipe D. João e as infantas D. Isabel e D. Beatriz.

Ao mesmo tempo, D. Manuel I dava início à construção do novo Paço da Ribeira, para onde se transferiu em 1505. Pouco depois, a peste reacendeu-se e o monarca fugiu da cidade, e só voltou a residir aqui em 1510, mas nessa altura instalou-se na Ribeira. A Alcáçova, entretanto, recebera obras e tornou-se, de seguida, na gaiola dourada que passou a alojar Joana, a Beltraneja, a infeliz princesa, prima co-irmã do rei, que fora afastada do trono castelhano

CONFERÊNCIA
D. Manuel I e o Paço da Alcáçova de Lisboa
com Professor Doutor João Paulo Oliveira e Costa
31 maio, 18h00, Sala Ogival

Entrada livre, sujeita à lotação do espaço, com levantamento do bilhete no próprio dia.

João Paulo Oliveira e Costa nasceu em Lisboa, a 1 de abril de 1962. É Professor Catedrático da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa e diretor do Centro de História d’Aquém e d’Além-Mar (CHAM) e tem uma vasta obra historiográfica em que se destacam as obras O Japão e o Cristianismo no Século XVI. Ensaios de História Luso-Nipónica (1999), D. Manuel I, um Príncipe do Renascimento (2005), Henrique, o Infante (2009), Mare Nostrum – Em Busca de Honra e Riqueza (2013) e História da Expansão e do Império Português (coordenador e coautor, 2014).

Foi presidente da Associação de Amizade Portugal-Japão (2000-2005), tendo sido distinguido com a Ordem do Sol Nascente pelo Imperador do Japão, em 2015.
Desde 2016 que é Titular da Cátedra da UNESCO para o Património dos Oceanos, Membro do College of Experts Reviewers da European Science Foundation e, de 2021, Presidente da Comissão Científica da História da Marinha.
É autor dos romances A Estreia do Auto da Índia (2021); A Dama do Quimono Branco (2019); Xogum, o senhor do Japão (2018); O Samurai Negro (2016); O Cavaleiro de Olivença (2012); O Fio do Tempo (2010) e O Império dos Pardais (2008).

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