SOLO FEST – Silvia Pérez Cruz | Cartas do Novo Mundo

SOLO FEST
5 de junho
20h00 | M/6
Entrada livre, sujeita à lotação do espaço, com levantamento do bilhete no próprio dia, até 15 minutos antes do início da sessão, no limite de dois por pessoa.

O Solo Fest é um projeto sentido e criado em Lisboa. Sendo o Castelo de São Jorge um dos lugares mais icónicos da cidade, e querendo homenagear a sua diversidade, o Castelejo tornou-se no palco ideal do Solo Fest, reunindo num só espaço intimidade e beleza.
Esta segunda edição englobará mais disciplinas artísticas, ao contrário da edição de estreia exclusivamente dedicada à música.

Um projeto de Alcides Nascimento
Iniciativa: EGEAC/ programação em Espaço Público e Castelo de São Jorge

SÁBADO, 5 DE JUNHO, ÀS 20H00
Teatro
Cartas do Novo Mundo
Com F. Pedro Oliveira
Dramaturgia e encenação: Miguel Abreu
Duração 30’
Cartas do Novo Mundo é um espetáculo construído a partir de “A Carta”, de Pêro Vaz de Caminha (escrita em 1500) e de alguns outros excertos de outras cartas suas contemporâneas, de pilotos anónimos. Através deste espetáculo os espectadores são sensibilizados para o conhecimento do “verdadeiro paraíso natural” que as terras de Vera Cruz foram para os olhos dos primeiros portugueses que por lá atracaram. No horizonte de trabalho estão sempre presentes os espetadores do séc. XXI a quem este trabalho é dedicado – como os “espantar” com A Carta? Como os fazer viajar no Tempo e no Espaço sem os desconectar com o seu Tempo atual? Como os interessar pelos indígenas de ontem e de hoje e os seus respetivos direitos naturais? E como os integrar no debate, atualíssimo, da salvação e preservação da Natureza em geral e da selva da Amazónia em particular? Como não apagar com a doçura desta Carta a terrível colonização que se lhe seguiu, em que milhões de índios foram mortos?

Música
Silvia Pérez Cruz
Duração 60’

Silvia Pérez Cruz desenvolveu o interesse pelas artes não apenas na escola de música, mas também na escola de artes da sua mãe, Alartis (Espaço de Criação). Nesse lugar existia espaço, recursos e liberdade, e conviviam várias disciplinas artísticas ao mesmo tempo: Silvia recorda, por exemplo, que nas turmas da sua mãe as crianças tinham de pintar com chocolate o que ela tocava no saxofone, ou a sua mãe na guitarra enquanto dava aulas de desenho. Assim é mais fácil entender que, ainda que a sua linguagem natural e a sua paixão sejam a música, Silvia sente um apelo grande pela arte no geral e sempre se propôs a encontros com outros artistas, para aprofundar e entender como cada linguagem artística pode contar uma mesma realidade. É desta apetência que resulta o novo projeto discográfico de Silvia Pérez Cruz – FARSA (género imposible) – editado em Outubro passado.
Neste concerto, Silvia Pérez Cruz apresenta-se na solidão do palco com as suas guitarras. Encontraremos aqui a Silvia mais clássica e acústica com o seu discurso mais directo e emocionante, mas também a música e os recursos musicais mais modernos com que tem trabalhado recentemente a cantora catalã. Classicismo e modernidade na voz e canções de uma artista imperiosa, plena e única.

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