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O Monumento Nacional

As Portas

Porta do Moniz

A Porta do Moniz, também conhecida como Portal do Olival, era uma das entradas da Cerca Velha. A sua designação remete à lenda de Martim Moniz, que, segundo a tradição, durante o cerco de Lisboa em 1147, terá usado o próprio corpo para impedir o fecho da porta. A associação da porta ao cavaleiro, encontra‑se documentada desde 1258.
Em data incerta, os lisboetas ergueram um busto em sua memória, complementado em 1646, com uma inscrição do Conde de Castelo Melhor, antepassado do mítico herói. O busto e a inscrição permanecem no local original, embora fora da área visitável do Castelo de São Jorge. Em 1825, a porta foi usada pelo regimento de Infantaria n.º 18, que aproveitou o vão para instalar latrinas.
No exterior, uma sondagem arqueológica permitiu identificar o embasamento da torre a norte da porta e vários níveis de pavimento.

Porta do Moniz © Francisco Nogueira

Porta da Traição

Discreta e invisível do exterior, esta pequena porta dava acesso a um caminho que descia pela encosta em direção à cidade. Protegida por uma muralha que ocultava a sua entrada, permitia saídas e entradas estratégicas em momentos de perigo. Durante a crise dinástica de 1383–1385, foi por aqui que os apoiantes de Castela conseguiram entrar no Castelo.

Porta Norte

Localizada na muralha norte, entre a Torre da Cisterna e a Porta do Moniz, seria uma das saídas da Alcáçova, mantendo‑se aberta, pelo menos, até 1650. Durante as obras de 1938 e 1940, encontrava‑se praticamente oculta pelos casebres construídos, que foramdemolidos, permitindo a recuperação da porta. Em 2014, devido àdegradação do material pétreo e das argamassas, foi realizada uma profunda intervenção de conservação e restauro.